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109 vs Spit: Rivais até o fim



    Criados em meados da década de trinta, estes dois caças decidiram o rumo da Segunda Guerra Mundial na Europa.
    No começo da guerra, o Messerchmitt Me-109 varrera de seu caminho todos os caças com que tinha duelado. Porém, com a derrota dos franceses, e durante a retirada de Dunquerque, o 109 encontrou o aparelho que iria quebrar a superioridade conquistada até então, o Vickers Supermarine Spitfire.
    Deve-se notar que, no começo do projeto de seu Spitfire, Ferdinand Mitchel havia conhecido o protótipo do então Bf-109v-1. Não que eu queira dizer que Mitchel tivesse copiado o projeto alemão, mas os dois aparelhos possuem uma boa semelhança em alguns aspectos. Senão vejamos: trens de pouso colocados bem próximos da fuselagem, que se retraiam em direção das pontas das asas, radiadores sob as asas (o 109 as ganhou apenas com o advento do motor Daimler-Benz DB-600, em 38, depois, portanto, do Spit), parte posterior da fuselagem alta (no meio da guerra, o Spit viria a ganhar o canopy em forma de bolha, para isso rebaixando a parte posterior da fuselagem, após o cockpit), motor em linha, bequilha fixa, entre outras características. Até os motores, que no caso do Spit era o Rolls-Royce Merlim, duelaram durante toda a guerra para ver quem apresentava mais potência.
    As versões que eu irei comparar, mostram que no começo da guerra o 109 apresentava uma vantagem em desempenho, que se manteve até a metade da guerra, sendo quebrada pelo Spitfire Mk.IX, depois recuperada no final pelo Me-109K. Entretanto, não importando as características de desempenho, o caça inglês sempre foi o melhor defensor (mais ágil), enquanto o aparelho alemão sempre foi melhor atacante (uma melhor razão de subida e melhor mergulho).

    Me-109 E vs Spitfire Mk.I (1939):
juntos com o Hurricane, foram os principais protagonistas da Batalha da Inglaterra. Existe uma discussão sobre quem era mais veloz, com os pilotos alemães alegando que o seu caça era cerca de 10 a 20 Km/h mais veloz do que o rival britânico, embora os números de desempenho que chegaram as minhas mãos mostrem que o Spit era ligeiramente mais veloz. Porém, como iria demonstrar até o final da guerra, o caça alemão subia bem mais. Com relação ao armamento, este fazia grande diferença em favor do 109, constituindo-se de dois ou três canhões MGFF de 20mm e um par de metralhadoras MG17 de 7,9mm, contra as oito de 7,7mm do Spit. Embora este último tenha mais armas, é necessário acertar um grande número de projéteis no oponente para causar um dano que venha a derrubar-lhe.

Me-109 E

Spitfire Mk I

 
    Os alemães perderam a Batalha da Inglaterra porque não sabiam que haviam ganho, e nós ganhamos porque não sabíamos que havíamos perdido, as palavras de Winston Churchill falam por si: o 109 ganhara esta primeira batalha. Embora o número de aviões abatidos alemães tenha sido maior que o dos britânicos, a metade foi de bombardeiros, enquanto a perda dos ingleses foi quase que inteiramente de caças (a grande maioria Hurricanes). Um mal que assolava o Messerschmitt (também presente no rival) era que seu alcance só lhe permitia operar por quinze minutos no sul da Inglaterra, enquanto o Spit operava praticamente sobre suas bases.

    Me-109 F vs Spitfire MkV (1941): aqui, o Spitfire passou maus bocados, o 109 era cerca de 20 a 25 Km/h mais veloz, o continuava a subir mais. Pior, agora eram os ingleses que tinham que voar longe de suas bases, passando o Spit pelo mesmo problema que assolara o Me na Inglaterra. Mas desta vez o duelo contava com novas armas: o Spitfire ganhava um par de canhões de 20mm, e conservava 4 de suas Browning de 7,7mm, enquanto o 109 apresentava uma redução de armamento, que continuaria até o final da guerra, passando ele a contar com uma metralhadora de MG151/15 de 15mm disparando pelo cubo da hélice, que por ter maior cadência de tiro substituiu o antigo canhão MGFF de 20mm, e duas MG17 de 7,9 sobre o motor. A partir da versão F-4, a MG151/15 foi transformada num canhão de 20mm (MG151/20). Obviamente, isso gerou grande revolta por parte dos pilotos, pois se destinava a fazer com que o aparelho ganhasse em velocidade, mas penalizava muito a capacidade de fazer danos ao oponente. Curiosamente, o canhão do Spit também não agradou no começo, pois estava propenso a obstruções, falha que foi rapidamente sanada.

 

 

Me-109F

Spitfire Mk V


 
   Me-109G vs Spitfire Mk.IX (1942): uma coisa de que muitos não se dão conta é de que o aumento de potência implica num reforço da estrutura dos caças, com aumento de peso e piora na capacidade de manobra. Some a isso o aumento na blindagem dos caças, e você terá um avião muito menos ágil do que a versão anterior. Nestas versões do Spit e do 109, esse aumento de peso foi em torno dos 600kg! A área alar do 109 é de cerca de 16m2, e enquanto o peso máximo de decolagem da série E era de menos de 2,500Kg, o G pesava vazio cerca de 2.600Kg! Esses valores também se aplicam ao Spitfire, mas com possuía uma área alar de 23m2 (maior que a do Mustang), ele sentiu bem menos o brutal aumento de peso.

Me 109 G 

Spitfire Mk IX

    Com relação ao desempenho, temos algumas novidades: aqui o Spit passou a frente com uma velocidade máxima de 658 Km/h na versão F e 670 na HF. O 109 começou com cerca de 630 Km/h na versão G-2, passando a uns 645 Km/h no G-5 e chegando a 685 Km/h no G-10. Como o G-10 só chegou na linha de frente no final de 43, o Spit passou cerca de 1 ano na frente do Messerschmitt.
    Com relação ao armamento, o Spit ganhara a opção da asa "E", dotada de 2 canhões de 20mm e duas metralhadoras de 12,7mm, as mesmas utilizadas nos caças americanos. No lado alemão, as metralhadoras passavam para 2 de 13mm, a partir do G-1/Trop. Com relação ao canhão, este variava entre o MG151/20 de 20mm e o MK108 de 30mm. Esse aumento do calibre das armas transportadas deve-se ao fato da blindagem dos caças terem sofrido um aumento, fazendo com que o armamento tenha que ser mais poderoso, especialmente para os caças alemães, que tinham que enfrentar os poderosos caças americanos P-38 e P-47 que começavam a operar na Europa. Uma novidade no 109 era a chamada capota "Galland", uma cobertura com maior área envidraçada, além do encosto da cabeça do piloto passar a ser de um vidro transparente blindado, proporcionando uma grande melhoria na visibilidade.

    
Me-109 K vs Spitfire Mk. XIV (1944): aqui os dois velhos caças alcançaram o auge de seu desenvolvimento. Enquanto a RAF começava a receber seus Hawker Tempest, e a Luftwaffe aperfeiçoando os Fw-190D, os caças que eram os melhores aparelhos do começo da guerra começavam a ser substituídos. Isso gerou uma resposta da Vickers Supermarine e da Messerschmitt AG, fazendo um grande esforço de desenvolvimento, gerando então os caças de melhor desempenho da guerra, o Spit XIV e o Me-109K. Embora o P-47N, P-51H, e o Ta-152 tenham velocidades bem maiores, eles só entraram em ação por um curto espaço de tempo, já no final da guerra na Europa, tanto que os caças americanos só operaram no Pacífico. Assim, entre os caças que realmente passaram a combater pela superioridade no ar, nada se comparava a esses dois aviões.
    Com a disponibilidade do motor Grifon, de 2.035 hp, os primeiros meses de 44 viram o Spitfire se tornar o mais veloz caça do mundo, com uma velocidade máxima de 720 Km/h. Isso representava 30 Km/h a mais do que o Fw 190D-9, e ainda subia mais rápido do que qualquer caça anterior. A visibilidade deu um grande salto com uma capota em forma de bolha, adotada em alguns exemplares da série. Porém, nem tudo eram flores, o peso vazio passara a ser de 2.900 Kg, as suas curvas fechadas não eram mais as mesmas. Mesmo assim nenhum caça alemão com um desempenho comparável o superava nesse quesito. A resposta alemã só aparecera em outubro daquele ano, o 109 K retomava a dianteira na corrida pela velocidade e razão de subida. Uma nova versão da série DB600, o DB605ASCM (ou o DB605ADCM), de 2.000 cv, davam ao 109K-4 uma velocidade máxima de 723 Km/h (algumas literaturas afirmam 729), e uma razão de subida de 1.470 m/min.

Me-109 K 

Spitfire Mk XIV


    Na parte de armamento, o canhão MK108 de 30mm passou a ser o padrão, junto a duas metralhadoras MG151/15 de 15mm (aqui temos outras afirmações que dizem que eram na verdade as MG131 de 13mm). Os dois nunca estiveram tão parecidos em termos de desempenho.
    Com a derrota alemã, cessou o desenvolvimento dos caças alemães, e a corrida pela velocidade e o poder de fogo, mudou radicalmente de arena: eram agora os americanos e soviéticos que se preparavam para novos desafios com os emergentes caças a jato.

Clésio Luiz