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O Boeing B-17

A Fortaleza Voadora modelo B-17G

    A B-17 é talvez o bombardeio mais conhecido da 2ª Guerra Mundial. Entretanto, como muitos outros aviões que provaram seu valor durante a guerra, ela quase não foi construído. Em 1934, a pequena companhia de construção de aviões Boeing possuía protótipo de um bombardeio quadrimotor denominado B-299, que não havia sido encomendado pelo USAAF (United State Army Air Force) e sofrera vários problemas em seu projeto, tendo inclusive se acidentado em vôo de teste. Mas a Boeing apostou tudo nessa aeronave e finalmente conseguiu colocar 13 aeronaves para testes junto aos militares e a história da B-17 começou.

    Os bombardeiros, e em especial o B-17, eram aviões criados sob um conceito que nunca tinha sido testado verdadeiramente em tempo de guerra; eles eram "bombardeiros estratégicos". A idéia essencial era que um bombardeiro estratégico deveria poder levar uma carga de bombas muito grande à longas distâncias. Os militares partiam de um princípio de que o bombardeio era por natureza impreciso, mesmo com os novos avanços tecnológicos do visor Norden, e que era requerido um grande número de bombas transportadas por muitos aviões para assegurar que um objetivo fosse considerado destruído. Poderíamos aqui discutir que a precisão dos bombardeios nunca foi grande até a recente Guerra do Golfo - certamente não havia nenhuma bomba guiada à laser a 2ª Guerra Mundial. Embora os alemães possuíssem uma decente bomba "inteligente" e os ingleses tivessem construído bombas especiais, nenhuma delas era fidedigna, e assim parecia que a melhor opção era cobrir o objetivo de bombas e esperar pelo melhor.

    Os americanos por sua vez, partiam de um princípio muito diferente do dos ingleses e alemães, e seu conceito principal era baseado em um bombardeiro que se auto-defendesse. Bombardeios seriam construídos tão resistentes e com muito armamento defensivo, e pensava-se, que eles simplesmente pudessem voar até objetivo, lançar suas bombas, se necessário combater os caças atacantes e regressar para as bases. Como voariam em grande número, haveria segurança nas formações, e a capacidade defensiva permitiria que bombardeios voassem durante o dia, aumentando a precisão dos ataques. Baseado nesses conceitos, o B-17 foi projetado.

    Quando de seus vôos iniciais, os B-17 cobriam todos os conceitos básicos de sua concepção. Voavam mais alto e mais rápido que os caças da década de 30. Infelizmente, quando entraram em operação, no início dos anos 40, os novos caças já superavam o desempenho dos bombardeios, e as primeiras operações de guerra dos B-17 e B-24 poderiam ter sido muito mais desastrosas do que foram. Um taxa de atrito de 25% mostrou que o conceito de ataques diurnos sem escolta estava completamente errado. O histórico ataque às fábricas de rolamento em Schweinfurt foi o ponto final desse tipo de operação, apesar do sucesso daquela missão, as taxas de atrito eram elevadíssimas e a USAAF percebeu que os caças de escolta eram uma necessidade. Felizmente, a tecnologia de tanques subalares suplementares para os caças já havia progredido de tal modo, que logo os "Little Brothers" podiam acompanhar os bombardeios em todo o percurso das missões, não importando aonde localizava-se o alvo em território inimigo.

    Logo ficou claro que o B-17 era realmente um bombardeiro estratégico inigualável, desde que contasse com proteção dos caças. O sucesso e a precisão dos ataques dos B-17 aumentou muito durante a guerra, e as especificações iniciais de blindagem e de posições dos artilheiros, fazia com a B-17 fosse realmente um desafio para os caças alemães. As Fortalezas tinham resistência suficiente para combater os caças atacantes até que sua escolta chegasse, e ficou legendário a quantidade incrível de danos que poderia sofrer e ainda retornar para as bases em território inglês.

    Abaixo, uma seleção de fotos e desenhos da B-17