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O B-25

O B-25, também chamado de MITCHELL, foi um bombardeiro médio americano utilizado durante a 2ª Guerra Mundial. Foi projetado pela North American Aviation, Inc, como resposta a uma necessidade de pré-guerra e voou pela primeira vez em 1940.

Era uma aeronave monoplana de asa alta, com dupla deriva e trem de pouso triciclo, equipada com dois motores radiais  Wright, cada um com 1.700 hp. Sua envergadura era de 20,6 metros e o comprimento era de 16,3 metros e voava com uma tripulação que variava de quatro a seis homens. Possuía um raio de ação de 2.175 km, uma velocidade máxima de aproximadamente 480 km/h e um teto operacional de 7.200 metros. Podia carregar uma carga interna de bombas de 1.360 kg, além de possuir pontos de fixação externo sob as asas.

         O B-25 foi construído em várias versões e com diversas combinações de armamento ofensivo e defensivo. A versão B, foi a primeira a ser utilizada largamente em combate, e possuía torres de metralhadora na parte superior, na inferior e na cauda, todos os pontos equipados com metralhadoras duplas .50 polegadas, sendo que as posições superiores e inferiores eram motorizadas e a inferior em especial, era retrátil e operada remotamente por um artilheiro que ficava localizado dentro da fuselagem da aeronave.

         Embora projetado para ser um bombardeiro de curto alcance diurno, um número considerável de aeronaves teve seu nariz em Plexiglas, aonde se posicionava o bombardeador, substituído por um nariz sólido equipado com canhão e metralhadores para ataque ao solo e ataque a  anti-aérea de navios. Nesses casos, o armamento típico era composto de oito metralhadoras .50 polegadas, entretanto as versões H e G possuíam também um canhão de 75 mm e quatro metralhadoras.

         A versão final do B-25, a J, possuía uma capacidade carga interna de bombas aumentada, não era equipado com posto de metralhadora na parte inferior, mas possuía metralhadoras laterais, operadas manualmente e quatro outras posicionadas abaixo do cockpit atirando para frente e operadas pelo piloto. Esta versão podia possuir nariz transparente ou nariz sólido, sendo que nesta última, era equipado com oito metralhadoras atirando para frente.

         Cerca de 9.800 aeronaves foram construídas durante a guerra e operaram em todos os teatros de operação, especialmente no Mediterrâneo e Pacífico. Foram utilizados pela Royal Air Force, pela Força Aérea Soviética e principalmente pela U.S. Army Air Forces. A missão mais famosa realizada pelo B-25 foi aquela realizada no dia 18 de abril de 1942, num ataque comandado pelo Tenente Coronel James Doolittle, contra Tóquio. As aeronaves decolaram do porta-aviões USS Hornet, operação sem precedentes para um bombardeiro médio.

 

         A contribuição mais importante do B-25 no esforço de guerra foi no Tetro de Operações do Sudoeste do Pacífico, onde a 5ª Força Aérea o utilizou com muita eficiência contra navios e aeródromos japoneses.

 

         O B-25 era uma aeronave agradável de voar e de manutenção fácil, principalmente sob as condições primitivas encontradas nos aeródromos do Pacífico. Foi utilizado após a guerra como aeronave de ligação e transporte.

 

         No Brasil, o B-25 foi utilizado em missões de patrulha anti-submarina durante a 2ª Guerra Mundial, na sua versão B, operando principalmente a partir de Fortaleza - CE. Mais tarde, com a aquisição de 64 aeronaves do modelo J, foram ativados três Grupos de Bombardeios Médios, nas bases de Recife, Salvador e Fortaleza. Com a reorganização da FAB em 1947, o 1º/4º em Fortaleza, o 1º/7º em Salvador, o 1º/10º em São Paulo e o 5º Grupo de Aviação em Natal, passaram a utilizá-lo.

 

         Em 1948, o 1º/4º deixou de operar a aeronave, passando a ser uma unidade de caça. Em 1969 o 1º/10º deixou de operar o B-25, passando a utilizar o B-26 Invader.

 

         O 5º Grupo foi o grande usuário do B-25, formando pilotos especializados em bombardeiros. Operou a aeronave por dez anos, realizando missões de bombardeio rasante, picado e horizontal.

 

 

Bela vista superior de um B-25

 

O cockpit do B-25

 

Um B-25 sendo reabastecido

 

 

 

Um B-25 operado pela RAF

 

 

 

Um B-25 J

 

Um B-25 A

 

 

 

 

 

 

Os B-25 no Brasil

 

 

 

Entrada do 5º Grupo , Natal – 1952 / 1954, uma das unidades da FAB que operou o B-25

 

Meu pai, Ten Brig Ar Murillo Santos, quando piloto de B-25

Natal, RN  1952 / 1954

 

 

Um B-25 J do 5º Grupo, Nata, RN 1952 / 1954

O piloto é meu pai.

Observe as metralhadoras abaixo do cockpit.

 

 

 

Alguns pilotos do 5ª Grupo em Natal, RN  1952 / 1954

Meu pai é o segundo da esquerda para a direita.

O uniforme da FAB, naquela época era da cor caqui,

e os pilotos voavam utilizando papa-amarelo, por operarem sob o oceano.