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O Bristol Blenheim


Um minuto após a declaração formal de guerra da Grã Bretanha contra a Alemanha, no dia 3 de setembro de 1939, um Blenheim do Esquadrão Nº 139 decolou de sua base para realizar a primeira missão de guerra da Royal Air Force, uma operação de foto-reconhecimento. No dia seguinte, Blenheims realizaram a primeira missão do Comando de Bombardeiros da RAF, ao atacarem navios germânicos.

Desde essas primeiras missões até o início de 1942, o Blenhein foi utilizado numa variedade de papeis. Alguns esquadrões estiveram baseados na França, durante os primeiros meses da guerra, outros baseados na Grã-Bretanha, realizavam missões de ataque contra navios inimigos e outros, permitiram ao Comando de Bombardeiros, realizar durante quase dois anos missões ofensivas por sobre a Europa ocupada, antes de serem substituídos por aeronaves mais modernas. Os Blenheims também serviram no Norte da África, no Oriente Médio e no Pacífico.

A versão de caça desta aeronave, equipada com quatro metralhadoras no compartimento de bombas, foi utilizada na defesa de Londres. O Comando Costeiro da RAF empregou o Blenhein em missões de ataque a navios, reconhecimento armado e muitas outras.

 

A tripulação era composta de três tripulantes: um piloto, um navegador / bombardeador e de um operador de rádio / artilheiro. O navegador, ficava sentado no nariz da aeronave, tendo a sua frente, uma mesa para abrir os mapas e realizar seu trabalho,  e tendo acesso direto ao piloto. O operador de rádio / artilheiro, sentava num compartimento mais atrás e tinha a sua disposição uma metralhadora dupla de .303 in. O piloto operava uma metralhadora .303 in.  instalada na asa direita.

O Blenheim, juntamente com o Wellington, com o Whitley, com o Hampen , foram a espinha dorsal do Comando de Bombardeiro da RAF até a introdução dos quadrimotores Hallifax e Lancaster.

A origem do Blenheim data de 1934, quando a Bristol construiu uma aeronave executiva, com capacidade de seis passageiros, para o proprietário do jornal Daily Mail, Lord Rothermere. Equipado com dois motores Bristol Mercury, ele era cerca de 30 milhas por hora mais rápido do que o caça mais rápido da RAF daquela época, o Gloster Gaunlet.

No verão de 1935, o Air Ministery encomendou 150 aeronaves, e em julho de 1937 outras 434. Na época, o Blenheim foi considerado o melhor bombardeio do mundo. Duas linhas de produção montaram a aeronave na Inglaterra, sendo que um total de 1.522 Mk I foram construídos, equipando 26 esquadrões da RAF espalhados pelo mundo.

Durante o desenvolvimento da aeronave, foi solicitada uma versão de reconhecimento marítimo / bombardeiro leve, para substituir o Avro Anson. Para não interferir na produção do Mk I, uma nova linha de produção foi montada no Canadá, em Longueuil, Quebec, onde era denominado Bolingbroke Mk I (na Inglaterra foi denominado Mk IV). Um total de 600 Bolingbrokes foram construídos. Essa aeronaves foram basicamente empregadas em treinamento pelo British Commonwealth Air Training Plan, operando a partir de várias bases no Canadá, onde os pilotos da RAF eram treinados.

Quando começou a receber os Mk IV, a RAF designou os Mk I como treinadores multimotores ou de artilheiros, reboque de alvos ou os converteu para caças-noturnos.

A versão de caça-noturno foi denominada IF, era equipada com quatro metralhadores no compartimento de bombas e de um radar, sendo que uma destas aeronaves foi a primeira a obter uma vitória na guerra assistida por radar, em julho de 1940. O Mk IV equipou 70 esquadrões da RAF, e era muito popular entre os tripulantes, operando até o final da guerra, principalmente no Teatro do Pacífico.

Uma versão, denominada Mk V foi construída, com blindagem extra, mas como utilizava o mesmo motor, mostrou-se muito lenta, e após uma série de reveses na Itália, foi retirada de serviço.

Um total de 4.422 Blenheim foram construídos.