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As aeronaves de combate da atualidade

 

Introdução

 

Hoje em dia, a maioria das forças aéreas européias, assim como em outras partes do mundo, estão introduzindo em serviço, uma nova geração de aviões de caça ou caças-bombardeiros. Muito embora, em termos numéricos, esse tipo de aeronave tenha diminuído, quando comparado com o quantitativo existente durante a época da Guerra Fria, o mercado internacional de caças parece continuar sendo muito lucrativo e com enorme concorrência.

Foram iniciadas produção em séria de vários modelos de aeronaves com uma enorme capacidade de combate, que competem com versões melhoradas de modelos antigos bem conhecidos e com alguns modelos bem interessantes que se encontram em fase de desenvolvimento ou de testes. Algumas das aeronaves de combate mais modernas que entraram recentemente em operação foram o sueco Gripen e o francês Rafale e as versões mais atuais dos norte americanos F-16 e F/A-18.

Parece-me então, muito apropriado no momento, apresentar uma relação completa das aeronaves de combate, seu desenvolvimento atual e suas possibilidades de entrar em serviço. Os principais competidores neste campo são atualmente:

-                           Estados Unidos com os já totalmente operacionais F-16 Fighting Falcon Block 50/60 e F/A-18 Super Hornet; o F-22 Raptor que logo entrará em serviço e o ainda em fase de projeto e desenvolvimento F-35 Joint Strike Fighter.

-                           O EF-2000 Eurofighter Typhoon do consórcio European Aeronautic Defence and Space Company

-                           França com o Mirage 2000-5 e o Rafale, ambos da Dassault

-                           Suécia com o JAS-39 Gripen

-                           Rússia com a série de aeronaves derivadas do Su-37 Flanker

Não podemos ainda esquecer de outros caças como o F-15 Eagle em suas versões E, I e K, bem como o Mig 29 em suas últimas versões, que continuam sendo igualmente uma boa opção para muitos países.

 

O McDonnell Douglas F-15 Eagle

 

Sem dúvida alguma, a chegada do F-15 ao inventário da USAF – United States Air Force, no início dos anos setenta foi um dos momentos mais importantes da história daquela força aérea.

Com seus potentes motores Pratt & Whitney F100-PW-229, cada um despejando empuxo de 29.100 lb, este caça é capaz de transportar uma carga bélica de 25.500 lb.

O Eagle continua sendo o único caça do mundo a ter derrubado um satélite com um míssil, o ASM-135A, no dia 13 de setembro de 1985.

A entrada em serviço do F-15E Strike Eagle no final dos anos oitenta, proporcionou a USAF um autentico avião multi-missão, capaz ao mesmo tempo de realizar combates aéreos e atacar objetivos terrestres.

Trinta e quatro esquadrões estado-unidenses continuam a operar com o F-15, entre eles 7 unidades da Air National Guard.

Os únicos países estrangeiros que operam o Eagle são o Japão e Israel.

 


O Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon

 

O F-16 continua sendo o caça de última geração mais utilizado no mundo, já que duas mil aeronaves prestam serviço à USAF e outras tantas a 19 outros países.

Durante sua vida operacional, várias melhorias em avionics e sistemas marcaram a transição do modelo A original ao C, mais pesado e com muito mais capacidade, onde o nível de equipamentos se identificam com os lotes (block) de produção. Ainda continuam a ser fabricados aeronaves do Block 40, mas o mais importante e melhor destes lotes são as aeronaves do Block 50/52 e do Block 60, que representam as mais atualizadas configurações deste notável caça.

As aeronaves do Block 60, que é a versão mais poderosa, foram desenvolvidas em resposta a uma necessidade da Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos, para um caça de ataque com longo alcance. A configuração deste lote está equipada com um sistema FLIR de localização de alvos montando internamente à aeronave e com um sistema integrado de guerra eletrônica. Seus tanques de combustíveis normais juntamente com os tanques subalares conferem-no uma autonomia 50% maior do que as das aeronaves do Block 50. Sua carga útil também aumentou para 12.000 lb. Esta versão, denominada Desert Falcon, está equipada com um radar ABR de direcionamento ativo, que permite ao piloto realizar simultaneamente operações ar-ar e ar-terra, incluindo o monitoramento de múltiplos objetivos, imagens de radar de abertura sintética e acompanhamento do terreno.

 


O Boeing F/A-18E/F Super Hornet

 

O F/A-18E/F Super Hornet entrou oficialmente em serviço na United States Navy (USN), em novembro de 1999, mas apenas em junho de 2002 a primeira unidade operacional embarcada, a VFA-115 foi à bordo do porta-aviões CVN-72 Abraham Lincoln.

A taxa atual de produção da aeronave é de quatro unidades por mês, estando totalmente voltada para atender a demanda da USN, embora a Boeing se prepara para atender um possível mercado externo.

Embora o Super Hornet é na realidade, seja uma nova aeronave, quando comparada com o antigo Hornet, ainda se planeja ou estão em estudos várias melhorias de importância como a substituição do atual radar AN/APG-73 por outro com antena AESA (Active Electronically Scanned Array), cuja entrega está prevista para 2004. Também está prevista a introdução do sistema JHMCS (Joint Helmet Mounnted Cueing System)  para melhorar sua capacidade de combate aéreo, em especial contra alvos não alinhados visualmente.

Outro equipamento novo destinado ao F/A-18E/F é um pod ATFLIR (Advanced Targeting Forward Looking Infrared). Além dessas melhorias e equipamentos novos, uma modernização futura e mais radical será feita com a substituição dos atuais motores GE F414, por outros mais possantes.

 


O Lockheed Martin F-117 Nighthawk

 

O F-117 Nighthawk é uma aeronave de interdição com alto grau de sobrevivência no teatro de operações, graças ao desenvolvimento da tecnologia VLO (Very Low Observable Stealth Technology)

Para confundir o meio de detecção principal, o radar, seu projeto foi centrado em se criar uma reduzida seção transversal ao radar, além de se empregar materiais capazes de absorver a radiação incidente. Possui um desenho que evita a reflexão das ondas de radar e reduz as emissões eletromagnéticas e a radiação infra-vermelha.

O F-117 é empregado principalmente em missões de bombardeio de precisão, quando a aeronave utiliza informações provenientes de satélites, para navegação e lançamento das bombas, através um multi-processador simétrico de tempo-real que realiza 1,2 bilhões de instruções por segundo, que atualiza uma mapa move com todas as ameaças possíveis de se encontrar e avalia automaticamente a situação da aeronave.

O Nighthawk é equipado  com dois turbofans biaxiais F404-GE F1D2 da General Electric, cada um desenvolvendo 10.800 lb de empuxo. Possui ainda um sistema de controle fly-by-wire quadruplicado e tem capacidade de ser reabastecido em vôo, o que lhe permite atingir qualquer alvo na Terra. Foram construídas apenas 59 aeronaves deste tipo.

 

  
O Lockheed Martin / Boeing F-22 Raptor

 

O F-22 Raptor será a principal aeronave da USAF para obtenção e manutenção da superioridade aérea. Suas avançadas características combinas, como o Stealth (invisibilidade), que compreendem o transporte interno do armamento, capacidade de manter uma velocidade de cruzeiro elevada e um avionics integrado, produziram a capacidade de “detectar antecipadamente o inimigo, disparar e destruir”, que com toda certeza farão do F-22 o caça de maior capacidade da próxima década.

Até o momento (Jul 2003), foi realizado um pedido de oito aeronaves de teste, representativos da produção e seis aeronaves de produção inicial de baixo nível.

A montagem do primeiro F-22 operacional iniciou-se em março de 2001. A fabricação em séria, inicialmente prevista para 648 aeronaves, em substituição a 750 F-15, foi reduzida para 339, com produção até o ano de 2013.

O F-22 estará equipado com dois motores Pratt & Whitney F119-PW-100, cada um desenvolvendo 35.000 lb de empuxo. Em julho de 2002, a Lockheed Martin propôs o desenvolvimento de uma versão com dois tripulantes, específica para caça-bombardeiro multi-missão, como substituto do F-15E Strike Eagle.

 


O Lockheed Martin / Northrop Grumman / BAE System F-35 Joint Strike Fighter

 

         Embora o programa do JSF esteja ainda em fase experimental e seu futuro é incerto, este é o mais ambicioso programa militar dos Estados Unidos, podendo tornar-se o programa de avião de combate mais importante das próximas décadas.

         Estão previstas três versões da aeronave:

-                           Configuração 230A para a USAF, de uma aeronave CTOL – pouso e decolagem convencional.

-                           Configuração 230B para o United States Marine Corps, para a Royal Air Force e para a Royal Navy, de uma aeronave STOVL – pouso e decolagem curto e aterrisagem vertical

-                           Configuração 230 C para a United States Navy, de uma aeronave CV – pouso e decolagem em porta aviões

 

O primeiro vôo do protótipo aconteceu em outubro de 2000. Toda a configuração da célula aérea foi projetada para minimizar a detecção da aeronave por radares. A estrutura desta célula é constituída de um elevado percentual de materiais compostos avançados e de ligas titânio, bem como de outros pontos de ligas de alumínio e titânio, com grande resistência

A aeronave dispõe de compartimentos internos de armas, na lateral da fuselagem, onde os mísseis são alojados de modo invisível, bem como de um canhão de 27 mm, também montado internamente. A cabine do F-35 dispõe de um sistema de gerenciamento de informações integrado.

A previsão é a construção de 1.763 unidades para a USAF, 480 para a US Navy, 609 para o USMC, 90 para a RAF e 60 para a RN. As primeira unidades deverão ser entregues em 2008.

 

                     
Dassault Aviation Mirage 2000-5 Mk 2

 

O Mirage 2000-5, é uma aeronave de combate avançada multi-missão, sendo um produto novo da família Mirage 2000, que já fora escolhido pela força aérea de oito países, como seu avião de caça. Até esta data (Jul 2003), cinco forças aéreas já haviam escolhido o Mirage 2000-5 de última geração como seu avião de caça, num total de 170 exemplares.

Graças a uma nova configuração de carga externa, em que os mísseis ar-ar estão posicionados na fuselagem, este novo avião oferece uma potência de fogo muito superior a seus irmãos. Deste forma, os pilones sob as asas são capazes de levar tanques de combustível suplementares com dois mil litros. O novo radar RDY-2, quando associado aos mísseis ar-ar, conferem a aeronave uma autêntica capacidade de monitoramento e de combate de múltiplos alvos a grandes distâncias. As possibilidades de controle ar-terra, existentes no Mirage 2000D foram adaptadas ao Mirage 2000-5

Entre as principais evoluções do Mirage 2000-5 destaca-se o novo design do  canopy, o Head-Up Display, o Sistema de Navegação Inercial com Giroscópio à Laser, Integração de dados Avião-Míssil, Pod de Designação Laser e Sistema de Guerra Eletrônico.

 


Dassault Aviation Rafale

 

O Rafale é uma aeronave de combate multi-missão, com capacidade de realizar missões diversas como de superioridade aérea, defesa aérea, ataque ao solo e de reconhecimento, missões essas que anteriormente teriam que ser realizadas por diferentes aeronaves. Esta capacidade múltipla é a chave do sucesso operacional do Rafale.

O Rafale é de difícil detecção e tem capacidade de voar em qualquer tempo. Emprega as últimas tecnologias disponíveis como fusão de múltiplos sensores e controle digital por voz, possuindo ainda capacidade de abastecer e ser abastecido em vôo. Pode ainda operar de porta-aviões ou de pistas curtas.

O Rafale possui uma extraordinária capacidade de carregar combustível, com cinco pontos úmidos. Os alvos aéreos e terrestres podem ser localizados e identificados pelo sistema de guerra eletrônico SPECTRA com extrema precisão e integrados a outros sensores. O radar RBE2 com sua antena AESA, permite o rastreamento de múltiplos alvos com alcance e confiabilidade aumentado.

A interface homem-máquina é muito ergonômica e combina uma entrada digital de voz (DVI) com a concepção de controle HOTAS (Hands-on Throttle and Stick Control).

Com um peso de 10 toneladas vazio, o Rafale está equipado com 14 pontos de carga com capacidade total de 9 toneladas. Os Rafales C e M possuem um canhão DEFA 791 de 30 mm, com uma cadência de tiro de 2,500 projéteis por minuto.

 

O SAAB Jas 39 Gripen

 

O Gripen foi projetado para substituir todos os modelos e versões do Viggen da Força Aérea Sueca e mais tarde para ser exportado. Para essa comercialização internacional, a SAAB associou-se a BAE System.

A Força Aérea Sueca realizou um pedido inicial de 204 aeronaves, e as entregas estão previstas para acontecerem até o ano de 2007. A aeronave obteve sua capacidade operacional no início de 1977 e teve sua primeira exportação em 1998, quando a Força Aérea Sul Africana adquiriu 28 unidades. Em 2001 a Hungria adquiriu 14 aeronaves e em 2002 a República Checa adquiriu outras 24.

O Gripen é equipado com um canhão Mauser BK de 27 mm para combates aéreos. A incorporação de um sistema avançado de integração de dados e a variedade de armamentos disponíveis, permitiu que a Força Aérea Sueca criasse o conceito de Missão Oscilante (Swing Role), que vem a ser a possibilidade da aeronave executar uma missão ar-ar e ar-terra numa mesma saída. Isto significa que durante o vôo pode-se configurar a aeronave para novos objetivos operacionais através do relacionamento do Sistema de Integração de Dados com o de Informação Tática, sem a necessidade de se utilizar um canal de voz minimizando a possibilidade da informação ser interceptada por forças inimigas.

O controle do espaço aéreo é obtido com o radar multi-modal Ericsson OS-05/A, com o FLIR, com o RWR e outros sensores. Na cabine pode-se também vizualizar os dados procedentes do pod de reconhecimento.

O motor utilizado é o Volvo RM 12 que desenvolve 12.140 lb de empuxo a seco e 18.000 lb com pós-combustão. Num futuro poderá ser utilizado um motor com controle vetorial do empuxo, como o EJ 230.

 

                 
O Sukhoi Su-27 Flanker

 

Com seu Su-27 Flanker, a Sukhoi parece possuir uma capacidade ilimitada para desenvolver novos protótipos ou variantes de modelos existentes a cada ano.  O Su-27 e seus derivados possuem uma célula aérea muito integrada com duas derivas e uma configuração integrada asa/fuselagem unida. Seus motores muito espaçados proporcionam uma ampla zona entre as tomadas de ar para pilones adicionais de armamento, o que confere ao avião 12 pontos externos, que podem transportar até     8.000 kg.

O Flanker é um interceptador para todo o tempo (all weather) muito manobrável e um caça de grande autonomia, com capacidade adicional de ataque ao solo. Está equipado com dois turbofans Lyulka-Saturn AL-35F, cada um proporcionando 28.218 lb de empuxo.

O Su-35, que representa o caça monoplace padrão para exportação, possui canards e controles de vôos digitais por impulsos elétricos Quadruplex. Seu radar Fazotron N-011 Bars é multi-modal, estando sendo desenvolvido um sistema melhorado de alinhamento. O radar proporciona análise simultânea do espaço aéreo e do solo, bem como detecta alvos aéreos a uma distância de 120 km. O radar pode rastrear 12 alvos aéreo simultaneamente, permitindo o ataque de quatro de cada vez. A cabine possui três telas coloridas multi-função de grande formato, e um HUD.

Para o combate aéreo, além de seu canhão interno, o Su-35 pode levar 14 mísseis com diferentes sistemas e alcances. O Su-35 MK é praticamente idêntico ao treinador de combate SU-27 UB Flanker-C. Os Su 32/34 são versões otimizadas para ataque, com dois assentos.