web space | free website | Web Hosting | Free Website Submission | shopping cart | php hosting

 

O Chance Vought F4U Corsair


 
 

I'm big, I'm blue, I'm an F4U
(Eu sou grande, eu sou azul, eu sou o F4U)

         O Corsair, como os Fuzileiros Navais (Marines), unidade na qual ele mais operou, teve sorte em sobreviver a seus dias iniciais de vida e ser utilizado na Segunda Guerra Mundial (no período anterior à 2ª Guerra Mundial, os Marines quase foram dissolvidos; afortunadamente para os americanos isto nunca veio a acontecer). Projetado principalmente para operações na US Navy (Marinha), tendo voado pela primeira vez em 1938, o Corsair teve um começo de vida operacional muito difícil, quando foi julgado inadequado para operações nos porta aviões. Os pilotos tinham problemas de visibilidade frontal durante as decolagens devido ao longo nariz, bem como com o sistema do trem de pouso. Um outro problema que existia, mas que ficou com a aeronave ao longo de toda sua vida, era o elevado torque gerado à baixa velocidade, pelo enorme motor R2800 que equipava os F4U, sendo que o Corsair passou a ser apelidado de "Ensign Eliminator" (Exterminador de Guarda-Marinha), por descrever seu comportamento. Pilotos pouco habituados ao comportamento da aeronave, poderiam acelerar o motor ao máximo, quando estando a baixas velocidades, e esta imediatamente ficaria de dorso devido ao torque do motor e cairia.

    Todos os problemas, com exceção do causado pelo torque, foram resolvidos durante a fase de aperfeiçoamento da aeronave, mas a US Navy ainda estava cautelosa com o avião e não o implantou operacionalmente logo. Os Marines, por sua vez, estavam muito contentes com ele, tornando-o a aeronave padrão de suas unidades aéreas. Depois que os pilotos ficavam familiarizados com os procedimentos e que algumas pequenas modificações de projeto foram introduzidas, era evidente que os F4U eram uma tremenda aeronave, superior a todas as outras então existentes, só podendo ser comparado aos F6F Hellcat, outro caça embarcado da 2ª Guerra Mundial.

    Do mesmo modo que os Hellcats, o F4U era um avião muito superior em desempenho, quando comparado aos caças japoneses, mesmo ao famoso Zero. Sua asa, semelhante a de uma gaivota invertida, produzida um baixo arraste aerodinâmico, e o motor Pratt e Whitney R2800 desenvolvia, como sempre, enorme potência em altitudes onde as outras aeronaves não alcançavam. Um piloto de Zero, ao enfrentar um Corsair, combatia um avião que era consideravelmente mais rápido, possuía duas vezes mais potência, tinha uma razão de subida melhor, tinha mais blindagem e suas metralhadoras .50 carregavam mais munição, permitindo um tempo de tiro maior. Não é de se surpreender que os Corsair derrubaram 11 aviões japoneses para cada Corsair perdido.

    O Corsair possuía um projeto tão interessante e sólido, que foi utilizado na década de 50, na Guerra da Coréia, em diversos tipos de missões, sempre com enorme sucesso, levando-se em conta que num projeto de aeronave para operar embarcada, algumas concessões devem ser feitas. Se não fosse pelo seu raio de ação limitado, quando comparado com os P-51, P-38 ou P-47, ele poderia ter facilmente suprido todas as necessidades exigidas nas operações do Pacífico.

A seguir uma coleção de fotos, pinturas, desenhos do Corsair