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Curtiss P40

A maioria das famosas aeronaves de caça são “magníficos animais de puro sangue”, considerados o melhor entre os melhores. O P-40 é uma exceção. Competente e rude, seu brilho não flui de suas medíocres especificações, velocidade e desempenho, mas de suas formas afiadas, de seu espírito rude e principalmente dos homens que planejaram e executaram duras missões nesta aeronave, bem como daqueles que as executaram em aventuras desesperadoras.

 


O P-40 foi, não só, um dos mais controversos caças da 2ª Guerra Mundial, mas de certo modo, um dos mais misteriosos, porque sua estória foi repleta de névoas de propaganda, apoiadas por um horrível filme Os Tigres Voadores, estrelado por John Wayne, de segredos de guerra, e na tendência normal dos jornalistas daquela época, de acreditarem em tudo que lhes era informado goela abaixo. Ele não era nada mais do que um velho P-36 com um motor em linha, e teve sérios problemas durante toda sua vida operacional. Projetado na década de 30, como um caça defensivo de média e baixa altitude, a ser operado dentro dos Estados Unidos continental. Mesmo sendo uma aeronave obsoleta quando do ataque japonês a Pearl Harbor, o P-40 permaneceu em produção por mais quatro anos, com um total de 14 mil aeronaves produzidas. Mesmo não sendo o melhor dos caças, foi com certeza o mais barato de todos, com seu preço inicial de US$ 23 mil e as demais versões ficando cada vez mais baratas, visto que não havia necessidade de aperfeiçoamento de maquinário para sua produção.

 


O War Department, ordenou inicialmente 524 aeronaves, em abril de 1939, a maior compra de aviões realizada desde o final da 1ª Guerra Mundial. Ele venceu a concorrência, basicamente porque a Curtiss o podia produzir imediatamente. As primeiras aeronaves entraram em serviço na primavera de 1940. Seu desempenho em altas altitudes sempre foi medíocre, embora algumas tentativas de substituição do motor Allison pelo Merlin tenham sido feitas, para melhorar esta situação. O War Departmente sabia dessas deficiências, mas teve que aguardar o desenvolvimento de melhores aeronaves, como o P-38 e o P-47,  que viriam substituir o P-40, do que interromper a produção do caça. Esta foi uma sábia decisão, pois aqueles caças só viriam a entrar em operação em 1943, o que deixaria a USAAF sem aeronaves.


O P-40 teria vivido e morrido como um pouco conhecido caça-bombardeio, se não fosse os eventos que aconteceram no Extremo Oriente, que o puxaram para a vanguarda das notícias da guerra. Claire Chennault, um Coronel da Reserva, trabalhando como Assessor da Força Aérea Chinesa desde 1938, havia observado atentamente os equipamentos e as táticas que os japoneses empregaram na guerra contra a China. Em meados de 1941, ele começou a recrutar pilotos americanos para voarem pela China, ao mesmo tempo que planejou adquirir equipamentos americanos, entre eles, alguns P-40, que haviam sido rejeitados pelos britânicos e franceses. Seu American Volunteer Group – AVG, logo passaram a ser conhecidos como os famosos Tigres Voadores.

 

Chennault utilizava uma tática especial com os P-40, com as aeronaves voando aos pares, entrando e saindo do combate por meio de mergulhos rápidos, evitando engajar combate com os manobráveis caças japoneses, o Mitsubishi Zero e o Nakajima Ki.43. Chennault, no início de 1940, também alertou aos burocratas de Washington sobre o estado-da-arte dos caças japoneses, mas foi classificado pelos militares como um louco.

 

 

Os Tigres Voadores só entraram em combate no dia 20 de dezembro de 1941, e não muito antes de Pearl Harbour, como se pensa. Suas aeronaves tinham uma boca de tubarão pintada sob o motor, pintura esta que caracterizou a vida do P-40. Durante o período em que operaram, eles cerca de 300 aeronaves japonês, com 231 confirmadas, e perderam 23 pilotos (em combate e em outros acidentes). Durante os primeiros meses da guerra no Pacífico, as vitórias dos Tigres Voadores, foram as únicas boas notícias que o povo americano recebia a mais de 10 mil milhas de distância.

 

As versões E e N foram as mais numerosas. As versões F e K, eram similar as anteriores, mas equipadas com motores Merlin, produzidos pela  Packard, que embora tenham sido muito bem aceitos pelos P-51 Mustang, apresentaram problemas com o P-40, principalmente o supercharge. A versão N foi mais produzida, com cerca de 5 mil aeronaves, e era também de exportação, sendo mais utilizada como caça-bombardeio.

 

Várias tentativas foram feitas no sentido de melhorar o desempenho do P-40, mas nenhuma delas bem sucedida, nem que justificasse inventimentos num projeto obsoleto. Apesar de todas essas deficiências, o P-40 era uma aeronave forte, confiável e de fácil manutenção, talvez o caça com refrigeração líquida mais resistente da guerra e provavelmente o único que conseguiu manter-se voando nas duras condições operacionais e ambientais do sudeste do Pacífico, nos anos de 1941 e 1942, onde até as velas do motor eram reaproveitadas e a fuselagem e as asas eram remendadas com fitas e arames.