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USS Enterprise CV-6
O navio mais condecorado da 2ª Guerra Mundial

"Porta-aviões que participou de toda a guerra..."

Placa dedicatória, Enterprise Tower, U.S. Naval Academy

O Enterprise entrou na 2ª Guerra Mundial na manhã do dia 7 de dezembro de 1941, quando aeronaves suas se encontraram com aviões japoneses que atacavan Pearl Harbor. Somente no dia 14 de maio de 1945, após ter sido atingido por um ataque Kamikaze em Kyushu, Japão, e ter tido seu deck de vôo perfurado, é que ele foi obrigado a abandonar a guerra.

Das mais de 20 batalhas principais acontecidas no Teatro de Guerra do Pacífico, em apenas duas o Enterprise não participou. Seua aviões e baterias anti-aéreas derrubaram 911 aviões inimigos, seus bombardeiros afundaram 71 navios e danificaram ou destruíram outros 192. Sua presença na zona de combate inspirava orgulho e medo: orgulho por causa de seu inigualável desempenho e medo, porque sabia-se que o Enterprise e os duros combates estavam sempre juntos.

O mais condecorado navio da 2ª Guerra Mundial, o Enterprise mudou o curso da história da guerra aeronaval, missão para qual ele foi concebido e projetado.

Vista tradicional do Big E, em ação no mês de julho de 1944. A foto foi tirada da nascele traseira de um bombardeiro de mergulho  Douglas Dauntless, logo após ter decolado. Observe ainda que uma outra aeronave está pronta para decolar. Ao largo vê-se um outro porta-aviões da classe Essex.

Pre-Guerra 1933-1940

Num claro Sábado de outubro de 1936, uma enorme e lisa estrutura de aço, com 800 pés de comprimento, foi solta de sua posição de montagem, e lentamente deslizou para as águas do Oceano Atlântico nas docas do Newport News Shipbuilding and Dry Dock Company. O grande navio foi em seguida batizado de Enterprise, o sétimo navio a receber esse nome na história da Marinha dos Estados Unidos.

Enterprise - CV-6, o Big E, o Fantasma Galopante, um dos mais ativos navios da história naval mundial, fora produto de um Tratado de Desarmamento.

Em novembro de 1921, as principais potências militares do mundo se reuniram em Washington, D.C., para uma conferência sobre a corrida armamentista, em especial os destinos do desenvolvimento da aviação naval. Quatro meses antes, no dia 21 de julho, o pioneiro da aviação Billy Mitchell havia demostrado na prática o potencial do poder aéreo, quando oito bombardeiros biplanos, sob seu comando, afundaram o antigo couraçado alemão Oestfriedland sob os olhares de centenas de espectadores. Convencido, pelo resultado, que o Congresso dos Estados Unidos nunca autorizariam a construção de uma esquadra de couraçados (aparentemente vulneráveis a aeronaves relativamente baratas), o diplomata Charles Hughes propôs aos participantes da conferência, que as toneladas de navios a serem construídos nos anos seguintes fossem divididos entre todos.

Após meses de negociações, o Tratado Naval de Washington ficou pronto, e a relação de toneladas a serem utilizadas em contrução de navios de guerra foi a seguinte:

·        Estados Unidos: 5

·        Grã-Bretanha: 5

·        Japão: 3

·        França: 1,75

·        Itália: 1,75

O tratado também limitava o peso máximo de um navio: 35 mil toneladas e impunha uma moratória de dez anos sobre os investimentos futuros, ou seja, navios só poderiam ser construídos para preencher as diferenças encontradas entre aquela relação acordada.

 

O tratado permitia que os Estados Unidos utilizassem 135 mil toneladas para construção de porta-aviões. Os três primeiros construídos pelos Estados Unidos, foram na realidade, adaptações de navios já existentes: o Langley CV-1 era um ex-graneleiro e os Lexington CV-2 e Saratoga CV-3 eram antigos couraçados. O primeiro porta-aviões puro desde o início, que atendia às limitações do tratado foi o Ranger CV-4, lançado em fevereiro de 1933

 

Mrs. Claude A. Swanson libera o Enterprise em  Newport News, no dia 3 de outubro de 1936

Em 1931, os Estados Unidos ainda com crédito de 55 mil toneladas a serem utilizadas, começaram os projetos de construção de dois porta-aviões de 19,8 mil toneladas cada, já tendo a experiência de adaptação e construção de quatro porta-aviões. No verão de 1933, pressionado pelo novo presidente eleito Franklin Roosevelt, o Congresso Americano lançava um pacote financeiro denominado New Deal, que entre outras coisas alocava o montante de US$ 238 milhões para a construção naval, incluindo cerca de US$ 40 milhões para a construção desses dois novos porta-aviões.

O primeiro desses navios foi o Yorktown CV-5, cujos trabalhos se iniciaram no dia 21 de maio de 1934 no estaleiro Newport News. Seu irmão, o Enterprise, teve os trabalhos iniciados dois meses depois, no dia 16 de junho. Construídos principalmente por trabalhadores pagos pela Administração Federal, através de um dos programas criados pelo New Deal, os navios levaram quatro anos para serem construídos e equipados.

Um ano e meio após ter sido lançado ao mar, o Enterprise foi comissionado no dia 12 de maio de 1938 e realizou sua viagem de testes até o Rio de Janeiro. Retornou a Hampton Roads naquele inverno, e zarpou novamente para a região do Caribe no dia 2 de janeiro de 1939, onde realizou exercícios com seu irmão Yorktown. Com paradas em Saint Thomas e Guantanamo, o grupo dos dois porta-aviões se exercitaram sob o comando do Contra Almirante William F. Halsey, comandante agressivo cuja admiração pelo Enterprise e seus homens tornou-se uma lenda.

O comandante do Enterprise em sua viagem inaugural fora o Captain Newton H. White, que foi substituído em 21 de dezembro de 1938 pelo Captain Charles A. Pownall. A Pownall é devido o crédito do alto grau de treinamento adquirido pelo Enterprise antes da guerra, fato esse que seria de grande importância nos anos seguintes. Sob seu comando, o Enterprise juntou-se a Frota do Pacífico em abril de 1939, baseado em San Diego – Califórnia.

Nessa época, os porta-aviões não eram tão glamorosos e famosos como o são hoje em dia. Seus oficiais eram chamados de “os sapatos marrons da Marinha” (por causa do uniforme caqui com botas marrons dos pilotos navais). Seus tripulantes eram chamados de “marinheiros do convés plano” (por causa do deck dos aviões, totalmente livre), mas que em poucos anos passaria a ser um termo de respeito e orgulho. Os porta-aviões eram chamados de “despensas montadas em banheiras” (por causa de sua forma e de seus hangares internos cheios de aviões e equipamentos).

Internamente à Marinha, o pensamento estratégico era de que os porta-aviões deveriam ser utilizados como apoio aos navios de superfície: patrulha avançada e cobertura aérea defensiva. O couraçado, desde a Batalha da Jutlandia em 1916, era indubitavelmente o Senhor dos Mares. Entretanto, umas poucas cabeças pensantes de oficiais da marinha americana, e muitas da marinha japonesa, vislumbravam o porta-aviões como uma arma ofensiva, e os aviões embarcados como potentes armas, com muito mais poder e alcance do que os canhões de 14” ou de 16” dos encouraçados.

Com fama ainda a vir, o Enterprise cruzava os mares entre San Diego e o Hawaii. Mesmo não estando em guerra, era um navio que trabalhava muito, já que os outros porta-aviões da Frota do Pacífico – Lexington, Saratoga e Yorktown - estavam freqüentemente docados. Por dois anos esteve nos mares, tendo apenas parado duas vezes: uma para retirada de cracas de seu casco e outra para as filmagens do épico “Dive Bomber”.

 

Um poster de recrutamento naval pré-guerra. O porta-aviões que aparece é o Lexington CV-2.

 

Em maio de 1940, o Enterprise e a maior parte da Frota do Pacífico, foram transferidos para a nova base em Pearl Harbor no Hawaii. A intenção era a desencorajar os japoneses de suas intenções em avançar pelo sul do Pacífico, mas o resultado foi exatamente o oposto, pois deixou os líderes nipônicos irritados e alarmados. Essa movimentação também não foi bem vista pelo lado americano, e o Almirante James O. Richardson, comandante da Frota do Pacífico, de tanto contestar a decisão, acabou sendo retirado do comando.

A mudança, entretanto, não alterou muito a rotina do Enterprise. Sob o comando de Halsey e de Pownall, o Enterprise, juntamente com o Lexington, que também fora movido para Pearl Harbor, saíam muito em exercícios conjuntos, com seus esquadrões aéreos treinando muito, bem como seus marinheiros.  Enquanto as sombrias nuvens da guerra chegavam sobre suas vidas, o Enterprise e seus homens preparavam-se para um conflito que era esperado há décadas.

1941

Embora saibamos os eventos que levaram os americanos a entrar na 2ª Guerra Mundial em 1941, os motivos desses eventos não o são, embora já se tenha passado 60 anos.

Em dezembro de 1941 as forças do Eixo controlavam vastas áreas da Europa e em torno: Itália, Espanha e Áfriva do Norte ao sul; a este dominavam a União Soviética quase até Moscou; ao norte iam até o Báltico e a oeste até o Atlântico e ao Mar do Norte. A Inglaterra utilizava suas últimas forças combatendo os U-Boats e os bombardeios alemães, estando cada vez mais dependente de suprimento americano, que vinha por mar.

Na Ásia, a tensão que existia por décadas entre as potencias coloniais européias – Inglaterra, Holanda e França -, os Estados Unidos e o Japão  crescia, com aqueles insistindo em proibir o acesso deste ao mercado Chinês, enquanto o Japão insistia em seu lema: A Ásia para os asiáticos. Os Estados Unidos queriam uma China livre e aberta a todos.

Em 1941, as potências aliadas concordavam que a principal prioridade era a derrota da Alemanha. Os planos de guerra americanos refletiam essa prioridade: a importância de defender as possessões e interesses americanos e europeus no Pacífico perdia prioridade e em seu lugar entrava o controle da navegação no Atlântico e o preparativo de uma invasão ao continente europeu. Enquanto isso aumentava a pressão diplomática e econômica contra o Japão, objetivando sua retirada da China, onde seu exército estava ocupando terreno desde 1931. O Japão não cedia. O ano passava, e o Presidente Roosevelt a seus diplomatas chegavam a uma conclusão de que um conflito armado com o Japão seria inevitável, estimando que em meados de 1942 os Estados Unidos teriam tropa suficiente para serem deslocadas até o Pacífico de modo a deter a expansão japonesa em direção a Indonésia e Malásia, onde riquezas naturais eram disponíveis.

Como parte deste preparativo, o Enterprise passou a transportar caças do U.S. Army (P-39 e P-40), bem como da U.S. Navy e dos Marines, da costa oeste dos Estados Unidos até o Hawaii e também aos destacamentos em Guam e Wake. Sua última viagem desse tipo começou no dia 28 de novembro de 1941, dois dias depois da Frota Combinada Japonesa ter zarpado do Japão em direção às Ilhas Havaianas, carregando aeronaves dos marines para a Ilha de Wake. A entrega das aeronaves foi feita no dia 2 de dezembro, quando então retornou para Pearl Harbor. Forçado a diminuir sua velocidade por causa do mau tempo, que também prejudicou a Frota Combinada Japonesa, o Enterprise chegaria a sua base um dia mais tarde do que o previsto: em vez de 6 de dezembro, chegaria na manhã do dia 7. Quando os japoneses iniciaram o ataque, o Enterprise estava a 150 milhas a oeste das Ilhas Havaianas. A notícia do ataque foi recebida quando um de seus aviões precursores, que haviam sido lançados, pilotado pelo Ensign Manuel Gonzáles, que se dirigia para a Base Naval da Ilha Ford gritou no rádio:

- Por favor não atirem. Não atirem. Este é um avião americano

Momentos depois, escutava-se sua ordem ao metralhador Leonard J. Kozelek para abandonar a aeronave. Nunca mais os dois tripulantes foram vistos.

Imediatamente após o ataque, o Enterprise recebeu ordens de procurar e atacar a frota japonesa. Infelizmente a Inteligência Naval mandou que as aeronaves vasculhassem águas a sudoeste do Hawaii, onde só encontraram outros navios americanos. Ainda bem, pois o Enterprise sozinho não seria páreo para uma frota com seis porta-aviões

Ao final da tarde do dia seguinte, o Enterprise e sua Força Tarefa, com muito pouco combustível chegam a Pearl Harbor. Vozes revoltosas e assustadas eram ouvidas por todos e em todos os lugares: Vocês deveriam perseguir os japoneses. Onde vocês estavam? Trabalhando no escuro e ainda envolto pela fumaça, o Enterprise reabasteceu-se de combustível e de provisões. Às 06:00 do dia seguinte, zarpou pelas vastidão do Pacífico.

Destroços na Base Naval da Ilha Ford, após o ataque do dia 7 de dezembro de 1941.

Era o dia 9 de dezembro de 1941, e o Enterprise ia para a guerra.

1942

Para o Enterprise, o ano de 1942 começou igual como terminara o ano de 1941, com o navio patrulhando o oeste das Ilhas Havaianas e periodicamente retornando a Pearl Harbor para ressuprimento, frustrando os pilotos e os marinheiros. Entretanto, ao final do ano, o Enterprise estaria danificado e quase sem condições de navegabilidade, seus homens exaustos e com os nevos a flor da pele. O que ele tinha realizado era algo de notável.

Após uma série de ataques durante a primavera, o Enterprise, o Yorktown e o Hornet derrotaram Yamamoto da Batalha de Midway. Durante o final do verão, o Enterprise cobriu o desembarque aliado em Guadalcanal, bem como lá permaneceu dando cobertura às tropas. Mesmo danificado na Batalha das Ilhas Salomão em agosto, e na Batalha de Santa Cruz em outubro, o Enterprise recebeu ordens de retornar a Guadalcanal, para bloquear nova tentativa japonesa de retomada daquela ilha. O resultado dessa ação foi a Batalha de Guadacanal, entre os dias 12 e 15 de novembro de 1942, e foi decisiva na manutenção da ilha. Em cinco dias de intenso combate, as forças de desembarque japonesas foram dizimadas e seus navios de suprimento danificados ou destruídos, quando se retiravam, sinalizando o fim da expansão japonesa do Pacífico Sul.

No primeiro ano de guerra, o Enterprise e os demais navios da Frota do Pacífico, quase sempre enfrentavam forças inimigas superiores. Em Midway, o Enterprise, seu irmão Hornet que nunca havia entrado em combate e o Yorktown – que havia sido atingido na Batalha do Mar de Coral, combateram contra quatro porta-aviões japoneses e venceram. Em Santa Cruz, o Hornet e o Enterprise, novamente enfrentaram quatro porta-aviões e infligiram tal dano à frota japonesa, em especial no que diz respeito à aviação, que a marinha japonesa levou um ano para se reestruturar e poder enfrentar a novamente a frota americana.

Durante o ano, o Big E foi atingido seis vezes por bombas japonesas, e teve mais de 300 homens mortos ou feridos. Os esquadrões aéreos também sofreram muito, pois combateram o que havia de melhor da aviação naval japonesa. Um a um, os demais porta-aviões que iniciaram a guerra foram sendo perdidos em batalhas ou danificados e obrigados a retirarem-se para reparos. O Lexington foi perdido em maio, o Yorktown um mês depois. No último dia de agosto, o Saratoga recebeu o segundo torpedo do ano e foi forçado a docar em Pearl Harbor. O Wasp, atingido por três torpedos em 16 de setembro, não teve tanta sorte.

No dia 26 de outubro, o Hornet queimava no horizonte e o Enterprise tornava-se então o único porta-aviões operacional dos Estados Unidos no Pacífico. Uma faixa foi então escrita no deck de vôo: Enterprise contra Japão, refletindo a desesperada situação ao mesmo tempo a determinação dos seus homens. Somente no dia 5 de dezembro, quando o Saratoga chegou a Noumea é que os homens do Enterprise passaram a contar com um outro porta-aviões para dividir as missões.

Após dezembro de 1942, o Enterprise nunca mais lutou sozinho. A Marinha Japonesa, embora ainda formidável, havia sido severamente abalada pelas batalhas de 1942, batalhas essas que o Big E havia tido papel fundamental. A Aviação Naval Japonesa, destruída em Midway, nas Ilhas Salomão e em Santa Cruz nunca mais seria a mesma.

1943

Após as diversas batalhas envolvendo os porta-aviões, acontecidas em 1942, o ano de 1943 seria marcado como o período em que as marinhas americanas e japonesa se recuperavam das batalhas. Isso não quer dizer que as lutas cessaram completamente. Pelo contrário. A luta em Guadalcanal continuou até 9 de fevereiro, quando o General Alexander Patch anunciou que a resistência organizada em Guadalcanal havia cessado. Com isto, o General MacArthur deu início a sua Operação CARTWHEEL.

A Operação CARTWHEEL previa duas frentes de avanço contra os japoneses em Rabaul, ao norte da Nova Bretanha. Mac Arthur e as forças aliadas sob seu comando avançariam pela costa norte da Nova Guine, cruzariam o Estreito de Dampier, desembarcariam na Nova Bretanha e seguiriam pela costa até Rabaul. Enquanto isto, Halsey, operando sob o comando de MacArthur, conduziria uma série de desembarques nas Ilhas Salomão, na Nova Geórgia e em Bougainville, a apenas 250 milhas de Rabaul. Finalmente, Rabaul foi isolada e ultrapassada, mas com muitos combates noturnos entre as forças terrestres americanas e japonesas.

No final de janeiro, o Enterprise foi enviado ao Mar de Coral, para cobrir o desembarque de tropas e suprimento em Guadalcanal, como parte do esforço final para expulsar os japoneses da ilha. Em sua última operação nas águas de Guadalcanal, o Enterprise forneceu cobertura aérea para o cruzador pesado Chicago, que havia sido torpedeado por aeronaves japonesas na tarde do dia 29 de janeiro. No dia seguinte, um outro ataque japonês aconteceu. Nessa ação, conhecida como Batalha da Ilha Rennel, os caças do Enterprise abateram 12 aeronaves inimigas, mas não conseguiram evitar que o Chicago fosse atingido por quatro outros torpedos, que o afundou.

No final de abril, a situação no Pacífico Sul era tão tranqüila que finalmente o Enterprise pode ser docado para reparos. Partindo da Ilha de Espirito Santo no dia 1º de maio, ele chegou a Pearl Harbor sete dias depois. Os tripulantes tinham esperança de voltarem aos Estados Unidos para descanso, mas o navio recebeu ordens de passar as próximas seis semanas treinando os novos esquadrões que iriam operar nele. Essas seis semanas tornaram-se dez, mas no dia 27 de maio, a ansiedade de retornar aos Estados Unidos foi compensada quando o navio recebeu a primeira Presidential Unit Citation dada a um navio.

Imagem da cerimônia de recebimento da Presidential  Unit Citation

Finalmente, no dia de Queda da Bastilha, o Enterprise partiu para casa, chegando ao porto de Bremerton, Washington, no dia 20 de julho. Enquanto os pilotos e tripulantes receberam 30 dias de folga, os engenheiros, soldadores e metalúrgicos da Bremerton Navy Yard assumiram o navio, de modo a repara-lo e adapta-lo a nova realidade da guerra. Quando zarpou no dia 1 de novembro de 1943, o Enterprise estava equipado com uma nova proteção contra torpedos ao longo de sua linha d’água. Sua defesa anti-aérea era agora composta por 50 metralhadoras de 20mm, 40 canhões Bofors de 40mm, sendo que esses últimos acoplados a um sistema de radar. Seu sistema de controle de danos era totalmente novo. O deck de vôo havia sido aumentado em 18 pés e alargado em 5. Havia melhores e mais cabines para tripulantes e a ponte de comando havia sido modernizada.

Seu retorno a Pearl Harbor no dia 6 de novembro, causou o seguinte comentário de um almirante: Se o Enterprise está pronto para lutar, eu também estou. Ele havia retornado para um novo tipo de guerra. As desesperadas batalhas acontecidas em 1942, eram coisa do passado, uma vez que a U.S. Navy embarcava na maior ofensiva naval da história. Ao Enterprise e ao Saratoga, únicos veteranos de 1942, juntaram-se mais de uma dúzia de novos porta-aviões, incluindo seis novos da classe Essex. Retornando a ação no dia 19 de novembro, nas Ilhas Gilbert, o Enterprise permaneceria 560 dias seguidos sem retornar aos Estados Unidos. Nesse período de tempo, ele e seus navios de apoio levariam a guerra até as costas japonesas.

 

1944

Na manhã do dia 22 de janeiro, sobre os olhares atentos do Sub-Secretário da Marinha  James Forrestal e do Almirante de Esquadra Chester Nimitz, uma enorme força de ataque, designada Força Tarefa 58, lentamente zarpou da Pearl Harbor e tomaram o rumo sudoeste em direção às Ilhas Marshall. Dividida em quatro grupos, a armada só retornaria a Pearl Harbor quando a guerra terminasse.

Este Hellcat não conseguiu pousar adequadamente no Enterprise. O oficialT de pouso, Tenente Walet Chening sobe na aeronave para ajudar a resgatar o piloto.

 

Ambos os lados sabiam que a guerra no Pacífico seria vencida ou perdida naquele ano. Os planos militares desenvolvidos anteriormente eram refinados e executados, obtendo diversos graus de sucesso.

O Plano Laranja Americano de Guerra, que previa o envio da frota através do Pacífico para libertar as Filipinas, no caso de um ataque japonês, tornou-se realidade em 1944. Mas esse plano teve uma pequena mudança. Em vez de um movimento direto através do Pacífico Central, ele seria realizado por duas ofensivas simultâneas: um liderada pelo General Douglas MacArthur a partir do sul, e outra liderada pelos Almirantes Spruance e Mitscher através das Ilhas Marshall e Marianas. Ambos os movimentos se encontraram nas Filipinas em outubro.

Do mesmo modo, os planos japoneses de pré-guerra, que previam atrair a frota inimiga para águas próximas ao Japão e a destruição da mesma em uma única e decisiva batalha, influenciaram sua estratégia naval de 1944. Enquanto os planos americanos obtiveram incríveis resultados, os planos japoneses resultaram da destruição de suas forças navais.

Como um atleta no auge de sua condição física, o Enterprise foi incansável nas ações em que participou naquele ano. Em janeiro foi até Taroa, nas Ilhas Marshall, em seguida rumo ao norte atacou o Atol de Kwajalein, como preparativo para sua ocupação. Em fevereiro, estava em Truk, a temida fortaleza japonesa do Pacífico Central, quebrando seu recorde de lançamento de bombas em um único dia, e também executando o primeiro ataque areonaval noturno da história da guerra.

Em março, ele cobriu o desembarque em Emirau (um dos poucos praticamente sem luta), e então navegou mais de mil milhas em direção ao  oeste para bombardear as defesas do Atol de Palau. Em abril, o Big E atacou Wolei, foi até o Atol de Majuro para um pequeno descanso, retornou ao sul para cobrir o desembarque de Mac Arthur em Hollandia, na costa noroeste da Nova Guiné. Após o desembarque, atacou Truk e então retornou a Majuro.

O Enterprise permaneceu em Majuro por quase todo o mês de maio, e então no dia 6 de junho, juntamente com a Força Tarefa 58, rumou norte para as Ilhas Marianas. Numa demonstração nunca vista de poderio militar e industrial, os Estados Unidos lançavam suas forças em duas massivas ofensivas em lados opostos do globo terrestre. Nas praias da Normandia, os Estados Unidos, o Canadá, a Inglaterra, a França e outras tropas aliadas, com uma armada de 4 mil navios, 110 mil veículos e 750 mil homens, penetravam na Muralha do Atlântico no Dia-D, 6 de junho de 1944.  Simultaneamente, no Pacífico, uma outra armada com 535 navios e 127 mil soldados e fuzileiros navais, atacavam Guam, Saipan e Tinian, principais pontos da linha de defesa japonesa.

No início de junho, o Enterprise e outros porta-aviões ligeiros, martelaram a aviação e os aeródromos japoneses nas Marianas, e em seguida as praias de desembarque, no preparativo da invasão que ocorreria no dia 15 de junho.

Alguns dias depois, na última grande batalha entre porta-aviões da guerra, talvez da história, Mitscher e Spruance lutaram contra o Almirante Jisaburo Ozawa, na Batalha do Mar das Filipinas, e acabaram com o poderio naval japonês. O Enterprise descansou nas Marianas até o dia 5 de julho, quando zarpou em direção a Pearl Harbor para reparos bem como para receber um novo esquadrão, o Grupo Aéreo 20.

Este poster, captura a fúria e determinação dos Estados Unidos durante a 2ª Guerra Mundial.

Ao final de agosto, ele retornou à ação nas Ilhas Bonin, para em seguida atacar Yap, Ulithi, Peleliu e Palau. Após apoiar a invasão de Peleliu em setembro, foi atacar as Filipinas e Formosa, antes de participar da maior batalha naval da história: a Batalha do Golfo de Leyte.

Por um mês, o Enterprise a a Força tarefa 38 (renomeada Força tarefa 58, após Halsey ter liberado Spruance, após a invasão das Marianas), permaneceram nas Filipinas, atacando aeródromos e navios japoneses, antes de retornar a Pearl Harbor no dia 6 de dezembro.

Quando o Enterprise zarpou de Ohau na noite de natal de 1944, passou a ser designado CV(N)-6. A letra N significava “Night” (Noite).  O Enterprise era agora o primeiro porta-aviões da U.S. Navy com capacidade de operar de dia e de noite. À noite, seus aviões realizariam Patrulhas Aéreas de Combate e lançariam ataques; de dia seu deck estaria pronto para receber aeronaves danificadas e pilotos feridos que não pudessem retornar a seu porta-aviões de origem, lançaria Patrulhas Aéreas de Combate durante ataques inimigos bem como controlaria toda ação da caça da armada.

Para um marinheiro do Enterprise nos últimos dias de 1944, era claro que os aliados tinham realizados grandes avanços durante os anos anteriores e que o resultado da guerra estava escrito nas paredes. O que ele não sabia é que o ano de 1945 seria cruel, as lutas intensas e seria a época com maior número de baixas da guerra do Pacífico. Ele também não sabia que aquele seria o último ano do Enterprise como navio de guerra.

1945

Os primeiros ataques Kamikaze (Vento Divino), ocorridos em outubro de 1944 modificaram a natureza e a psicologia da guerra no Pacífico. O Kamikaze – normalmente um caça ou bombardeiro japonês, armado com uma bomba grande, carregando combustível suficiente apenas para uma viagem suicida de ida até o alvo – era uma letal e temida arma.

O Kamikaze, se conseguisse penetrar nas defesas anti-aéreas de uma Força Tarefa, era muito mais perigoso do que um ataque de bombardeiro ou de um torpedeiro. Normalmente tripulado por pilotos com muito pouco treinamento, o Kamikaze era como se fosse uma bomba inteligente, capaz de esperar pelo oportuno momento de atacar e manter-se alinhada com o alvo, mesmo que esse tentasse ações evasivas. Se eles conseguissem atingir um navio, e cerca de 7% conseguiram, apenas o avião, o combustível e o motor já eram suficientes para infligir considerável dano ao navio, não considerando os efeitos da bomba que carregava.

O ataque Kamikaze era algo incompreensível para a maioria dos americanos. De um modo geral, os comandantes americanos tentavam de todas as maneiras minimizar as baixas de seus navios, evitando falar dos ataques. Mas os ataques Kamikazes eram suicidas, ordenados por comandantes japoneses, sendo parte da estratégia japonesa. Eles foram além do que o marinheiro americano podia entender. Ele desorientava, assustava e assaltava a esperança do marinheiro de retornar para seu lar. 

Frente a essa ameaça, e com o poder aero-naval japonês em ruínas, a força de porta-aviões americana tinha agora três objetivos principais: fornecer apoio aéreo às forças terrestres e de desembarque; fornecer proteção aérea para a esquadra, e, atacar a força aérea japonesa baseada em terra firme. Como um porta-aviões equipado para operações noturnas, o Grupo Aéreo 90, especialista nessas operações, o Enterprise estava particularmente envolvido nos dois últimos tipos de missões. 

Juntamente com outros porta-aviões, também designados para operações noturnas – o porta-aviões ligeiro Independence CVL-22 e Saratoga CV-3, o Enterprise defendeu a esquadra de ataques de bombardeios noturnos, seus caças realizaram Patrulhas Aéreas de Combate diurnas e lançaram ataques noturnos contra navios e aeródromos inimigos. Era um trabalho perigoso e exaustivo. Joe Hranek, piloto do Enterprise desta época relata: Eu nunca sabia ao certo qual era a hora de cortar o motor. As luzes apareciam de repente. As operações noturnas eram um terror..

20 de Março de 1945: Atingido por fogo amigo.

O primeiro ataque do Enterprise de 1945 foi contra os aeródromos de Luzon, nas Filipinas, seguido de outros na Indochina e na costa sul do Mar da China, contra navios e instalações. Navegando para o norte, foi atacar Formosa, antes de retornar ao Atol de Ulithi para descanso. Zarpando de Ulithi no dia 26 de janeiro, ele juntou-se a Força Tarefa 58, para uma missão que seus tripulantes esperavam há três anos: atacar Tóquio. Muito diferente do ataque de Doolittle em 1942, o ataque a Tóquio dos dias 16 e 17 de fevereiro de 1945, envolveu cerca de 800 caças, bombardeiros e torpedeiros da U.S. Navy, que atacaram aeródromos, docas, portos e alvos industriais ao redor da capital japonesa. O Grupo Aéreo Noturno Nº 90 do Enterprise, decolou ao entardecer, atacando alvos na Baía de Tóquio como a Base Aérea de Yokosuka, destruindo os aviões e o aeródromo, bem como as instalações de radio e de radar, a estação de trem e depósitos.

Retirando-se em direção ao sul, o Enterprise e os demais porta-aviões foram até Iwo Jima, para atacar os aeródromos e fornecer apóio aéreo aproximado aos Marines que lá desembarcaram no dia 19 de fevereiro.

Se a vitória aliada parecia inevitável nesta época, as conquistas de Iwo Jima e mais tarde Okinawa, provaram que ela não seria sem muito sangue. Em Iwo Jima, 5.931 Marines, 881 marinheiros e mais de 20 mil japoneses foram mortos. Os ataques Kamikazes afundaram o porta-aviões de escolta Bismarck Sea CVE-95 e danificaram seriamente o velho Saratoga. Embora a maior parte dos porta-aviões da Força Tarefa 58 tenham se retirado de Iwo Jima no dia 23 de janeiro para atacar Honshu no Japão, o Enterprise e sua escolta ficaram para trás.  Com um recorde de sete dias e seis horas, entre os dias 23 de fevereiro e 2 de março, num total de 174 horas, o Enterprise realizou contínuas operações aéreas. Dia e noite ele forneceu defesa aérea  para os Marines em Iwo Jima, para as forças anfíbias, para sua Força tarefa bem como atacou os aeródromos inimigos e os navios cargueiros em  Chichi Jima, ao norte. Apenas o mal tempo paralisou as atividades aéreas do Big E no dia 2 de março. No dia seguinte, as atividades aéreas reiniciaram 24 horas por dia, até o dia 9 de março, quando aviões da Army Air Force passaram a operar do aeródromo de Iwo Jima, liberando o Grupo Aéreo Noturno Nº 90.

Após dois curtos dias em Ulithi, o Enterprise zarpou novamente rumo ao norte, desta vez para atacar os aeródromos de Kyushu e Shikoku, no preparativo para o desembarque em Okinawa. Há 19 de março, o horror chegou à esquadra, quando o porta-aviões Franklin CV-13 foi atingido por duas bombas quando seu deck estava repleto de munição e de aviões totalmente abastecidos. O resultado do ataque foi que 798 homens faleceram. O impressionante foi que o Franklin sobreviveu, retirou-se para a costa leste dos Estados Unidos para reparos, mas para ele a guerra estava acabada.

No dia seguinte quem foi atacado foi o Enterprise. Durante todo dia, bombardeiros e aeronaves kamikazes se aproximaram da esquadra, atacando isoladamente ou em pequenos grupos. Ao final da tarde, dois bombardeiros Judy mergulharam sobre o navio, em ataques separado, quase atingindo-o. Entretanto, na ânsia de proteger o Big E, os navios da escolta acabaram atingindo o próprio Big E.  Momentos após o segundo ataque, dois disparos de 5” atingiram um posto de metralhadora anti-aérea de 40 mm, matando 7 e ferindo 30 marinheiros. O fogo espalhou-se pela munição de 20 e de 40 mm que estava por ali, bem como pelo combustível e pelos aviões localizados no hangar inferior. Após mais de 30 minutos de combate ao fogo, finalmente ele ficou sob controle.

Em Ulithi, navios de reparo trabalharam por dez dias para consertar o Enterprise. No dia 5 de abril, ele zarpou para juntar-se a Força Tarefa 58 em Okinawa, onde o 3º Corpo do Fuzileiros Navais e o XIV Corpo de Exército haviam desembarcado no dia 1º de abril. No dia 6, o Big E rumou noroeste, quando a Força Tarefa 58 foi atacada por 350 aeronaves Kamikazes, afundando três navios.

Nas seis semanas seguintes, ataques suicidas afundaram 33 outros navios e danificaram 368 outros. No dia 11 de abril, pela segunda vez em menos de um mês o Enterprise foi atacado. Dois Kamikazes caíram no mar, a poucos metros do navio, danificando seu casco, mas matando um e ferindo 18 marinheiros.

Novamente o Enterprise, retirou-se para Ulithi onde seria reparado. Três semanas mais tarde retornou ao combate em Okinawa. No dia 11 de maio, os Kamikazes retornaram, e desta vez atingiram a nau capitanea do Almirante Marc Mitscher, o Bunker Hill CV-17, que estava com o deck repleto de aviões.  O Almirante se transferiu então para o Enterprise. Numa tentativa de acabar com os ataques kamikazes, que custava um navio e meio por dia, o Enterprise lançou ataques noturnos contar alvos em Kyushu, em especial os aeródromos e as facilidades portuárias.

Dois dias depois, entretanto, kamikases encheram uma vez mais a tela do radar, logo após o por do Sol. Um dos aviões conseguiu penetrar da defesa anti-aérea, ocultando-se nas nuvens. Logo após as 19:00 horas, o bombardeiro mergulhou no Enterprise, atingindo o elevador de popa. A explosão foi tão grande que o elevador de 15 t foi jogado a mais de 130 m de altura, ferindo 72 e matando 12 homens. Embora o Enterprise não perdesse sua velocidade, sua capacidade de lutar estava comprometida, e no dia 16 de maio ele retirou-se do combate. Foi o último porta-aviões a ser atingido por um kamikaze, mas esse ataque fez com que a guerra acabasse para ele.

Retornando primeiro para Pearl Harbor, foi recebido como um herói antes de zarpar para os Estados Unidos, dois dias depois, carregando um estandarte com 578 pés de comprimento, onde cada pé representava um dia desde que ele saíra de Bremerton em novembro de 1943. De novo em Bremerton, foi reparado e modernizado. Estava no Píer 6 da Puget Sound Navy Yard, quando o Japão rendeu-se no dia 14 de agosto de 1945.

O Enterprise retornou a Pearl Harbor em setembro, e no dia 25 deste mês zarpou com seu novo Grupo Aéreo Noturno Nº 55, em direção a Nova Iorque, através do Canal do Panamá. Esta seria a primeira de quatro viagens que ele realizaria  naquele outono e inverno. De Pearl Harbor, ele carregou 1.141 passageiros, incluindo paciente hospitalizados e prisioneiros de guerra repatriados.

Ele juntou-se novamente à frota no porto de Nova Iorque no dia 17 de outubro, para a celebração do Dia da Marinha a ser celebrada no dia 27. Nessa época, sua história, seu importante papel na Guerra do Pacífico eram alvo de conhecimento público, e por duas semanas o Big E foi o centro de atenção da cidade. Atracado no Píer 26 no Rio Hudson, recebeu mais de 250 mil visitantes e prestou honras ao Presidente Truman quando ele visitou o navio. Nesta mesma tarde, a banda de música do Enterprise liderou a Parada da Vitória, quando marinheiros, soldados e fuzileiros desfilaram pela Avenida das Américas. À noite, o Grupo Aéreo Noturno Nº 55, voou em formação sobre o navio em sua homenagem.

O Enterprise parte de Southampton, Inglaterra, no dia 13 de dezembro de 1945.

 

Mas o reconhecimento a seus serviços, não terminou ali. Ancorado em Southampton, Inglaterra, em uma de suas viagens, o Enterprise tornou-se o primeiro e único navio não inglês a receber a mais alta honraria da Royal Navy: o Admiralty Pennant. Na viagem de retorno, transportou 4.668 militares; na seguinte outros 4.414, chegando a Nova Iorque no dia de Natal de 1945. Sua última viagem o levou a Ilha dos Açores, de onde transportou 3.557 passageiros, incluindo 212 WACS (Corpo Feminino), retornando a Nova Iorque no dia 16 de janeiro de 1946. No dia seguinte ele ancorou em Bayonne, Nova Jersey de onde nunca mais sairia por suas próprias forças.

Estatísticas Básicas

 

O USS Enterprise (CV6) foi lançado ao mar em e de outubro de 1936 – sendo um porta-aviões da nova Classe Yorktown. Foi descomicionado em 17 de fevereiro de 1947.

 

Media 827 pés de comprimento, 114 pés de largura e deslocava 19.900 toneladas quando vazio. Sua tripulação era composta por mais de 2 mil homens entre, oficiais, pilotos, mecânicos, marinheiros etc... Podia carregar até 80 aeronaves de diversos tipos.

 

No começo da guerra, o Grupo Aéreo Nº 6 que equipava o navio era constituído de 18 torpedeiros TBD Devastator, 36 bombardeiros de mergulho SBD Dauntless e 18 caças F4F-3 Wildcat. Durante a guerra recebeu ainda o Grupo Aéreo Nº 10 e finalmente o Nº 20.

 

 

O Big E

Outra foto do Big E

O Enterprise, durante a Batalha de Midway

 


 

O Enterprise, durante a Batalha de Santa Cruz

O Enterprise, após ser atingido por um Kamikaze, durante a Batalha do Mar das Filipinas.

O Enterprise, recebendo seus aviões.


 

 

Uma rara foto do Enterprise, à cores

 

 

 

 

 

Aeronaves que operaram no Enterprise durante a guerra

 

F4F-3 Wildcat

 

O F4F-3 Wildcat era o caça de primeira linha da U.S. Navy quando do ataque japonês a Pearl Harbor. Nas mãos de pilotos capazes e treinados, podia combater o A6M Zero, mas de um modo geral possuía inferiores qualidades, em especial a manobrabilidade.

 

 

Nome: Grumman F4F-4 Wildcat

Tipo: Caça

Tripulação: 1 Piloto

Armamento: seis metralhadoras .50

Dimensões

Comprimento: 28' 11,5" (8,83 m)

Altura: 11' 9" (3,58 m)

Envergadura: 38' (11,58 m)

Asa da Asa: 259,97 ft2 (24,15 m2)

Pêso Vazio: 5.895 lb (2.673 kg)

Pêso Máximo: 7.975 lb (3.616 kg)

Motor: Pratt & Whitney R-1830-36 Twin Wasp

Potência: 1.200 hp

Desempenho

Alcance: 770 milhas (1.239 km)

Velocidade de Cruzeiro: 155 mph (249 km/h)

Velocidade Máxima: 318 mph (512 km/h)

Razão de Subida: 1.950 ft/s (594 m/s)

Teto: 34.800 ft (10.607 m)

 

Linha de montagem do F4F em Bethpage, Long Island, NY.

 

 

 


O Bombardeiro de Mergulho SBD Dauntless

O SBD era um excelente bombardeiro de mergulho, capaz de receber muitos danos em combate e ainda conseguir retornar são e salvo para o porta-aviões. Considerado obsoleto quando produzido, nas mãos de pilotos determinados, era muito eficiente. Foi o grande herói da Batalha de Midway.

 

 

 

 

Nome: Douglas SBD-4 Dauntless

Tipo: Bombardeiro de Mergulho

Tripulação: 2, Piloto e observador/artilheiro

Armamenot: duas metralhadoras .50 atirando para frente, duas metralhadoras .30 operadas pelo metralhador, atirando para trás, 1.600 lbs de bombas na posição ventral e 650 lbs sob as asas.

Dimensões:

Comprimento: 32' 8" (9,96 m)

Altura: 13' 7" (4,14 m)

Envergadura: 41' 6" (12,66 m)

Área da Asa: 325 ft2 (30 m2)

Pêso Vazio: 6.181 lb (2.804 kg)

Peso Cheio: 10.200 lb (4.627 kg)

Motor: Wright R-1820-60 desenvolvendo 1.200 hp

Desempenho:

Raio de Ação: 950 miles (1.530 km)

Velocidade de Cruzeiro: 173 mph (278 km/h)

Velocidade Máxima: 250 mph (402 km/h)

Razão de Subida: 1.700 ft/s (518 m/s)

Teto Operacional: 26.000 ft (7.780 m)

 

 

 

 

O Torpedeiro TBD Devastator

Foi o primeiro torpedeiro monoplano e metálico a ser utilizado pela U.S. Navy. Era uma aeronave extremamente lenta e vulnerável, que foi substituída em meados de 1942, talvez um pouco tarde para algumas tripulações. A pouca velocidade e a necessidade de voar em linha reta e nivelado, fazia do TBD um alvo fácil para as defesas e aeronaves inimigas.

 

 

 

 

Nome: Douglas TBD-1 Devastator

Tipo: Torpedeiro

Tripulação: 2, Piloto e observador/artilheiro

Armamento: uma metralhadora .30 atirando para frente e uma outra operada pelo metralhador atirando para trás; um torpedo ou bomba de até 1.000 lbs.

Dimensões:

Comprimento: 35' 0" (10,67 m)

Altura: 15' 1" (4,60 m)

Envergadura: 50' 0" (15,24 m)

Área da Asa: 422 ft2 (39.2 m2)

Pêso Vazio: 5.600 lbs (2.539 kg)

Peso Cheio: 10.194 lbs (4.623 kg)

Motor: Pratt & Whitney R-1830-64 desenvolvendo 900 hp

Desempenho:

Raio de Ação: 716 miles (1.152 km)

Velocidade de Cruzeiro: 128 mph (206 km/h)

Velocidade Máxima: 206 mph (331 km/h)

Razão de Subida: 720 ft/sec (219 m/sec)

Teto Operacional: 19.500 ft (5.943 m)

 


O caça F6F Hellcat

 

Originalmente projetado como uma melhoria do F4F, o F6F acabou sofrendo modificações depois dos americanos terem capturado, testado e analisado um A6M Zero. As características do caça japonês foram profundamente estudadas pelos pilotos e utilizadas nas táticas empregadas pelo Hellcat. Não tinha adversários no Teatro do Pacífico

 

 

Nome: Grumman F6F-5 Hellcat

Tipo: Caça e Caça-Bombardeiro embarcado

Dimensões:

Comprimento: 33 ft 7 in (10,23m)

Altura:13ft 1 in (3,99m)

Envergadura: 42 ft 10 in (13,08m)

Área da Asa: 334 ft2 (31,04 m2)

Motor: Pratt & Whitney R-2800-10W Double Wasp 18 cilindros radial, desenvolvendo 2.000 hp

Desempenho

Velocidade Máximas:

386 mph (621km/h) em altitudes médias

324 mph (521 km/h) no nível do mar

Teto de Serviço: 37.300 ft (11.369m)

Raio de Ação: 1.040miles (1.674 km)

Armamento

6 metralhadioras 0.5 (12.7mm) Browning, com 400 tiros cada

Capacidade de bombas: 2.000 lb (1.818 kg)

Foquetes: 6 X 5-in (127mm) HVAR

Pêso:

Vazio: 9.153 lb (4.152 kg)

Normal de decolagem: 12.500 (5.670 kg)

Máximo de decolagem: 15.413 (6.999 kg)

 

Ao F6F Hellcat Fighter foram creditadas 4.947 vitórias em combate ar-ar, no Teatro do Pacífico.

 

 

 

 

 

 

 

 


O torpedeiro / bombardeiro TBF Avenger

 

Logo após a Batalha de Midway, o Avenger susbtituiu os Devastator, embora alguns TBF já tenham participado da batalha. O TBF era consideravelmente melhor do que os TBD, e possuía até um radar a bordo, que era utilizado em missões de patrulha durante mau tempo ou em missões precursoras antes de ataques noturnos. A partir de 1944 equipou as unidades de operações noturnas do Enterprise.

 

 

Nome: Grumman TBF-1 Avenger

Tipo: Torpedeiro e Bombardeiro

Tripulação: 3 (piloto, bombardeador e radio-operador / artilheiro)

Armamento: duas metralhadoras .50  atirando para frente, uma .50 na torre dorsal e uma .30 na torre ventral;  até 2.000 lbs de bombas ou torpedos.

Dimensões:

Comprimento: 40' 11" (12,47 m)

Altura: 16' 5" (5,00 m)

Envergadura: 54' 2" (16,51 m)

Área da Asa: 490.02 ft2 (45.52 m2)

Pêso Vazio: 10.545 lb (4.782 kg)

Pêso carregado: 17.895 lb (8.115 kg)

Motor: Wright R-2600-20 desenvolvendo 1.900 hp

Desempenho:

Raio de Ação: 1.010 miles (1.626 km)

Velocidade de Cruzeiro: 147 mph ( 236 km/h)

Velocidade Máxima: 276 mph ( 444 km/h)

Razão de Subida: 2.060 ft/s ( 628 m/s)

Teto Operacional: 30.100 ft (9.174 m)

 

 

 

 


O Bombardeiro de mergulho SB2C Helldiver

 

O Helldiver substituiu o antigo SBD Dauntless. Embora mais moderno e melhor equipado, nunca alcançou o sucesso de seu antecessor. Não era querido pelos pilotos

 

 

Nome: Curtiss SB2C Helldiver

Tipo: bombardeiro de mergulho embarcado

Tripulação: 2: Piloto e Artilheiro

Armamento: dois canhões 20mm nas asas, duas metralhadoras .30 atirando para trás

Dimensões:

Comprimento: 36' 8: (10,97 m)

Altura: 13' 2" (4,01 m)

Envergadura: 49' 9" (15,16 m)

Peso Bruto: 16.616 lb

Motor: Wright R-2600-20 desenvolvendo 1.900 hp

Desempenho:

Raio de Ação: 1.165 miles (1.876 km)

Velocidade de Cruzeiro: 158 mph (254 km/h)

Velocidade Máxima: 295 mph (475 km/h)

Teto Operacional: 29.100 ft (8.869 m)