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O Fokker DR.I

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Projetado quase que por um erro, obsoleto quando introduzido em serviço, o Fokker Triplano foi uma estranha e famosa aberração da engenharia aeronáutica alemã, que permitiu a pilotos mais habilidosos e experientes, assustar  as aeronaves mais lentas, inaptas e os mais inexperientes pilotos aliados. Somente pilotos considerados gênios, como Werner Voss e o famoso Barão Manfred von Richthofen, pilotavam a aeronave de tal modo, que conseguiam realizar incríveis curvas tão fechadas e rápidas, subidas ágeis e inventivas, táticas especiais de modo a literalmente acabar com seus oponentes, abatendo-os facilmente.

O Fokker Dr I. foi uma resposta Alemã e Austr-Hungara a introdução do Sopwith Triplane. O projeto previa a utilização de um motor que ninguém queria, e que foi bolado visando à redução da manutenção e de peças. Muito inspirado, mas não uma cópia do Sopwith Triplane, o projeto obteve um sucesso inicial considerável. Tony Fokker de modo impulsivo, ordenou a seu projetista chefe, Reinhold Platz, que construísse uma série de protótipos baseado no princípio de que, se três asas é bom, quatro deve ser melhor ainda, cinco então nem se fala e por aí em diante. Alguns protótipos foram até construídos por Platz, mas felizmente, Fokker estava envolvido com outros problemas mais importantes, que Platz focou seu trabalho em assuntos mais concretos, como por exemplo, a estrutura das asas, problema este que afetava a técnica construtiva e não o projeto em si.

Inicialmente não era previsto a existência de qualquer suporte conectando as asas, mas como nos primeiros testes, foi detectada muita vibração, Platz resolveu introduzir no segundo protótipo uma estrutura conectando as asas, para eliminar tal problema. Esse segundo protótipo recebeu o sufixo de V.4, mas não se sabe se o V significava Versuchsmaschine – aeronave experimental, ou Verspannungslos – asa sem suporte).

 

 

Protótipo original do Dr I.

 

Os modelos de produção utilizavam o motor rotatório Oberursel de 110 hp, que era uma cópia direta do Le Rhône, que era preferido ao primeiro por ser fabricado com materiais de qualidade superior. Testou-se também a aeronave com os Oberursel UR III de 145 hp, o Goebel III de 160 hp e os Siemens-Halske III de 160 hp, todos rotatórios. O caça era equipado com duas metralhadoras Spandau, que podiam atirar isolada ou simultaneamente, sincronizadas com a hélice.

 

Esse problema atrasou um pouco a entrega das aeronaves às unidades operacionais, mas quando elas o receberam, como a JaqdGeschwade 1, o Circo Voador de von Richthofen, os pilotos mais experientes, aumentaram tremendamente seus scores. Somente von Richthofen totalizou 20 ou mais vitórias no Dr I, e Voss acrescentou outras 21 vitórias em menos de três semanas, antes de ser abatido no dia 23 de setembro de 1917.

 

 

Foto do Tenente Gontermann, com seu Dr I. 1115/17, no qual viria a sofrer um acidente grave, no dia 30 de outubro de 1917, cujos ferimentos recebidos, lhe tiraria a vida.

 

No final de outubro de 1917, os Tenentes Gontermann e Pastor foram mortos em acidentes com o Dr I., quando os mesmos simplesmente se quebraram em vôo. Imediatamente todos as aeronaves foram retiradas de operação e um reforço na asa foi colocado. Os acidentes continuaram, mas nunca mais a reputação dos Dr I. foi a mesma. A causa da quebra das asas foi atribuída ao baixo controle de qualidade de fabricação das mesmas e não ao projeto, mas essas quebras só ocorriam na asa superior da aeronave. Somente em 1929 é que se descobriu que a asa superior recebia uma carga muito maior do que as outras duas asas, e por isso o problema. Em vôo nivelado, a carga alar da asa superior era simplesmente 2,55 vezes maior do que a da asa inferior, imagine então em combate.

Foi num desses Fokker Dr I., que Manfred von Richthofen morreu no dia 21 de abril de 1918. Existe até hoje uma controvérsia sobre seu último vôo e combate, que nunca foi solucionado. Não se sabe se ele foi derrubado pela anti-aérea ou pelo piloto canadense Arthur Brown. E não é por falta de testemunhas, mas por causa do conflito de evidencias, tanto no solo como no ar. Mas sem dúvida alguma, o Barão Vermelho, Manfred von Richthofen, foi o maior ás e o grande piloto da 1ª Guerra Mundial, embora exista também uma dúvida se ele realmente pilotava um caça totalmente pintado de vermelho !!!

 

 

 

Apenas 320 Dr I. entraram em serviço, mas juntamente com o Camel, foram talvez os mais famosos caças da 1ª Guerra Mundial. Seu desempenho era muito semelhante ao Sopwith Tripe, ou seja, mais lento que a maioria de seus contemporâneos, mas muito ágil e com uma excelente razão de subida e taxa de rotação. Qualquer outro caça que tentasse combater o Dr I., fazendo curvas teria pouca chance de sobreviver, algo semelhante ao que aconteceu na 2ª Guerra Mundial com os Zeros japoneses. O único modo de combater os Dr I. era a recusa ao combate e apenas atacar, fugir e mergulhar, ..., atacar, fugir e mergulhar ... nunca fazer curvas nem subir.

Fokker reconstruiu seu Dr I. após a guerra, na Holanda, denominando-os de S.P.5, e utilizando novo motor e armamento. Vários foram vendidos pelo mundo afora, sendo que as últimas unidades foram construídas em 1922.