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O Fokker D.VII

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como muitos dos projetos da Fokker, o D.VII foi projetado por acaso, embora sua histórica posição como talvez o melhor caça da 1ª Guerra Mundial seja  especialmente marcante. Possuía a habilidade de “se pendurar na hélice” – na realidade, uma subida muito lenta e controlada – e de realizar excepcionais manobras acrobáticas sem danificar sua estrutura tornaram-no um formidável adversário para os caças aliados, embora não fosse muito veloz. Era uma aeronave fácil de pilotar, não assustando os iniciantes. A Jagdgesschwader 1, o Circo de Richthofen, recebeu os primeiros D.VII, ainda em tempo para a Segunda batalha de Aisne, em maio de 1918.  No outono, a maioria das Jastas já estavam equipadas com a nova aeronave. Como a maioria dos caças daquela época, era equipado com duas metralhadoras Spandau que atiravam sincronizadamente através da hélice.

 

         Foi a única aeronave mencionada especificamente no acordo do armistício, no artigo IV, onde podia-se ler...”deverá entregar aos aliados .... especialmente todas as aeronaves do tipo D.VII”. Este artigo, causou enorme desespero a seu projetista, Tony Fokker, que havia conseguido sorrateiramente, algumas fuselagens, asas e motores, e as enviado para sua terra natal, a Holanda, onde pretendia montar algumas aeronaves e vendê-las. Tempos depois, a Travel Air clonou alguns desses caças, que foram empregados por muitas forças aéreas até os anos 30, mas utilizando algumas dessas partes do legendário Fokker D.VII


         Reinhold Platz havia projetado os D.VI e D.VII em 1918, onde o prefixo D significava caça biplano mono-lugar, para uma competição em Aldesshoft, de escolha de um novo caça para a aviação alemã.. Nenhum protótipo existia, até seis dias antes da competição, e apenas um vôo foi realizado antes da mesma. Imaginava-se que a aeronave que vencesse a competição mudaria o rumo da guerra. O Fokker a venceu convincentemente, mas nunca conseguiu obter real supremacia aérea sobre o front oeste, pois naquele estágio da guerra, a produção industrial aliada era infinitamente maior do que qualquer coisa que os alemães conseguiam produzir, e o máximo que uma aeronave destas conseguia era a supremacia aérea local, durante uma determinada operação.

 

        

O projeto previa a utilização de motores Mercedes D-III com 180 hp ou um BMW com 185 hp. A fuselagem eram construída por blocos formados por tubos de alumínio soldados, cobertos de metal na parte frontal e de madeira compensada e tela na parte de trás. As asas eram de madeira, com duas caixas, utilizando uma estrutura de interligação em forma de N, sem cabos.  De fato, as asas eram projetadas como vigas em balanço, e os suportes apenas foram ali colocados, porque os pilotos se recusavam a voar em aeronaves que não possuíssem tais estruturas. Elas não eram necessárias, e como todo projeto da Fokker, o eixo das as rodas funcionava como um aerofólio.

 

O D.VII chegou ao front em abril de 1918, e um total de aproximadamente 2 mil aeronaves foram construídas, a maioria delas vindo das fábricas da Albatros Werke em Johannisthal. Com a introdução do ágil caça em serviço, uma nova leva de ases foi produzida, bem como os veteranos aumentaram suas vitórias.

 



Os primeiros D.VII que chegaram ao front, tiveram muitos acidentes, e como os pilotos não sobreviveram, não se sabia a possível causa, até que um  dos pilotos, o Lt. Friedrichs, sobreviveu. Em seu relatório, informou que a causa do mesmo fora a munição pegou fogo, juntamente com os vapores de combustível dos tanques. A munição utilizada foi então melhorada, e os motores receberam um sistema de ventilação.

 

A produção só cessou alguns meses após o término da guerra, e a substituição do motor antigo, por novos, aumentou em muito o desempenho do caça, tanto é que ele vendeu bem, mesmo com o mundo militar repleto de excedentes de guerra.