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George "Buzz" Beurling –

O maior ás canadense da 2ª Guerra Mundial

George Frederick Beurling nasceu em dezembro de 1921, em Verdun, província de Quebec, numa família cristã. Ele nunca bebeu nem fumou. Era um solitário, péssimo aluno e definitivamente uma pessoa que não sabia trabalhar em equipe. Quase tudo que está relacionado com sua infância tem algo em comum com seu desejo de voar. Ele manifestava esses desejos caçando nas proximidades do aeroporto de Cartierville e construindo modelos de aviões, que vendia para conseguir dinheiro para receber aulas de vôo. Começou a aprender a voar com   14 anos, tendo solado aos 16 em Gravenhurst, província de Ontário, onde foi morar após terminar a High School.

 

Ele tentou juntar-se a Força Aérea Chinesa, quando da invasão daquele país pelo Japão, mas foi preso nos Estados Unidos como imigrante ilegal, e deportado para o Canadá. Então, tentou alistar-se na Royal Canadian Air Force, mas foi prontamente rejeitado, e por isso sempre teve uma mágoa com a RCAF. Mas George era um jovem cheio de energia, e não perdeu as esperanças. Quando a 2ª Guerra começou, ela já possuía muitas horas de vôo, e isto impressionou um funcionário do Consulado Finlandês em Montreal, onde o jovem Beurling tentava se alistar como voluntário para voar na Força Aérea Finlandesa. Entretanto, não tendo ainda 21 anos, ele necessitava de permissão de seu pai. O Pai de Beurling a negou.

 

Na primavera de 1940, a RAF estava recrutando pilotos com experiência, e isto animou Beurling. Em maio, ele embarcou no navio sueco Valparaiso, que transportava explosivos para a Inglaterra. Após alguns sustos durante a viagem, o navio finalmente aportou em Glasgow, Escócia. Uma vez na Inglaterra, em poucas horas Beurling se apresentava ao posto de alistamento da RAF mais próximo. Ficou entusiasmado quando recebeu a notícia que era muito mais do que qualificado, e tudo que precisava era um documento provando sua idade. E ele não o possuía. Foi mais um duro golpe para com o jovem canadense.

 

Frustrado e muito aborrecido, embarcou noutro navio e retornou a Montreal. De posse de sua certidão de nascimento, guardada como um tesouro valioso, ele retornou à Grã-Bretanha em setembro. Engajou-se na RAF Volunteer Reserve. Um ano mais tarde recebia a indicação para passar para a ativa, e Beurling foi servir no Esquadrão Nº 403, como Sargeant-Pilot. Quatro meses depois, foi transferido para o Esquadrão Nº 41. Em sua terceira missão de caça livre sobre Calais, Beurling abateu um Fw-190, após separar-se de sua esquadrilha, onde voava como número 4. Dois dias depois o mesmo fato se repetiu. Tendo a oportunidade de atacar uma aeronave inimiga, que normalmente ele era o primeiro a identificar, rapidamente abandonava a formação. A disciplina de vôo era algo que não existia para Beurling. Por causa dessa sua conduta, foi advertido, reprimido e removido de quase todo vôo de combate. Seus companheiros o tratavam como um leproso. Seu único amigo era o avião de ligação do esquadrão, um Tiger Moth, que ele voava constantemente, quando não estava escalado para vôo. Acabou solicitando uma transferência de unidade.

O Tiger Month

 

Em junho de 1942, embarcou em Gibraltar no porta-aviões Eagle, juntamente com 32 novos Spitfires Mk Vc, com destino a Malta. Dois dias depois, decolava do deck do Eagle para um longo e perigoso vôo sobre o Mediterrâneo. Chegou são e salvo a Takali, uma pista poeirenta localizada no meio da ilha.  Assim que estacionou sua aeronave, um grupo de mecânicos, sem qualquer cerimônia, o retirou do precioso caça, ao mesmo tempo em que reabasteciam e carregavam suas metralhadoras. Desorientado, vagou pelo aeródromo, onde só encontrou poeira, ruínas, crateras e um bando de pessoas miseráveis cansadas pela guerra. Finalmente, Beurling encontrou seu lugar.

 

Os pilotos da RAF consideravam a Ilha de Malta um lugar maldito. As condições de vida e de alimentação eram as piores possíveis. Havia falta de tudo, e os britânicos tentavam desesperadamente suprir a ilha com as necessidades básicas, de modo a defende-la, por tratar-se de um lugar muito estratégico. A Luftwaffe e a Regia Aeronáutica tentavam acabar com a ilha, realizando bombardeios diários, mas os sempre inferiorizados numericamente pilotos da RAF lutavam heroicamente. Beurling chegou nesse lugar, e amou, principalmente porque lá não havia as formalidades que existia nos esquadrões que operavam na Grã-Bretanha. O lugar caiu como uma luva para Beurling, ajustando-se perfeitamente a sua imagem:  uma ilha orgulhosa com a espada numa mão e a cruz na outra, ou seja, ele voando um caça Spitfire e tendo a religião a seu alcance. Foi nesse lugar que ele realmente usou suas asas de piloto.

 

Juntou-se ao Esquadrão Nº 249, comandado pelo Squadron Leader Stanley Grant, e tendo o Flight Leutenant Lucas como seu comandante de esquadrilha. O outro comandante de esquadrilha, o Flight Leutenant Robert McNair (canadense), não queria Beurling sob suas ordens, pois possuía uma firme opinião sobre Beurling.

 

Beurling passou a ser o ala de Raoul Daddo-Langlois, que em pouco tempo adorou voar com ele, afirmando que Beurling era rápido, possuía olhos maravilhosos e ainda bem que ele está combatendo do nosso lado.

 

Após um mês de combates, Beurling não tinha muito a mostrar, em termos de vitórias aéreas. Voou seis patrulhas, abateu um Bf-109, com pouquíssimos tiros, mas como ninguém viu o avião cair, foi creditado apenas com uma aeronave danificada.

 

Mas o grande dia ainda estava por vir. Em 6 de julho, Beurlin estava numa missão com outros 8 Spitfires, interceptando 3 bombardeiros italianos, escoltados por 30 caças Macchi 202.  Os Spitfires, que voavam a 22 mil pés,  mergulharam contra a formação italiana, tendo o Sol pelas costas. Beurling dilacerou um dos bombardeiros e foi atrás de um caça, que tentava escapar, alcançando-o à 5 mil 'Buzz' Beurlingpés, e com duas pequenas rajadas realizou um perfeito tiro, derrubando o caça. Ao regressar a Takali, seu Spitfire estava repleto de buracos de balas. Ele trocou de aeronave, e em sua terceira saída do dia, uma missão de patrulha com três outros pilotos, encontraram uma formação de dois Ju-88 escoltados por 20 Bf-109. Como sempre, ele foi atrás de uma presa solitária, e acabou derrubando um dos caças, tornando-se um ás, entretanto seus companheiros não gostaram de sua atitude de agir isoladamente, e ele acabou celebrando sozinho.

 

Após cada missão bem sucedida, Beurling anotava todos os pormenores num diário. Ele analisava os dados e inventava fórmulas e gráficos, envolvendo a velocidade das aeronaves e os ângulos de tiro. Isso o tornou o melhor atirador em tiros com deflexão. Esses cálculos matemáticos, juntamente com sua prática, mostram sua grande devoção à ciência do tiro aéreo. Ele interagia mais com seus armeiros do que com seus companheiros de esquadrão. Como ele não bebia e falava constantemente sobre tiro e combate aéreo, ocasionalmente citando versos bíblicos, os outros pilotos afastavam-se dele.

 

Enquanto aguardava ordem de decolar para combate, sempre verificava as metralhadoras de seu caça, chegando a ser obsessivos. Ao mesmo tempo, George era completamente desinteressado sobre alguns assuntos e excepcionalmente indisciplinado, além de ser um “fominha” por realizar missões. Diferentemente dos demais pilotos, ele nunca reclamava de ser escalado para voar nem de ter que ficar sentado dentro do cockpit em prontidão. Ele parecia ser indiferente ao calor do Sol, ao cheiro de óleo, do glicol, das graxas, e mesmo do vômito e da urina.

 

No dia 11 de julho, abateu dois Bf-109, três Macchi 202, além de provavelmente mais dois (um Bf 109 e um outro não identificado). No dia 14 de julho, quando voando solitariamente à 30 mil pés, Buerling atacou um grupo de Bf-109 e Macchi 202. Os caças inimigos perceberam seu mergulho, dividiram a formação e foram atrás dele. À sua direita estavam os Macchi e à esquerda os Bf-109. Beurling, virou para a esquerda, em direção aos italianos, de modo a evitar os alemães Ele pilotava para salvar sua vida, utilizando todas as manobras que conhecia ou podia realizar. Neste instante lembrou de uma certa atitude que o Spitfire possuía, qual seja, se você puxasse  o manche com muita força, a aeronave estolaria violentamente, viraria de dorso e entraria num parafuso. E foi isso que ele fez, para escapar. Beurling utilizava também outra manobra evasiva, ou seja, uma curva com aileron, onde você pressionava ao máximo o manche e a deriva para um determinado lado, e o caça virava de dorso e caía como uma pedra. Beurling pousou finalmente em Takali, com seu caça em frangalhos, fragmentos de estilhaço em seu joelho, mas vivo. Foi levado para o hospital, mas na manhã seguinte, já estava no ar, abatendo dois Macchi 202 na Baia de St Paul.

 

Seu próximo grande dia aconteceu em 27 de julho, quando Beurling realizava uma interceptação a um ataque contra Malta, de bombardeiros Ju-88 escoltados por Bf-109 e Macchis 202. Nesse dia ele abateu Faliero Gelli, de 25 anos, que conseguiu sobreviver a queda de seu caça, sendo acolhido por um maltês, que diferentemente do normal, não o matou. Provavelmente, Gelli foi o único sobrevivente de uma caça derrubado por Beurling. Após a guerra, ele foi para New Jersey, Estados Unidos. Após abater Gelli, Beurling destroçou outro Macchi e um Bf-109, além de mais um provável. Como a pista de Takali, estava cheia de buracos de bombas, o esquadrão de Beurling teve que pousar em Luqa. Após um rápido reabastecimento e rearmamento, decolaram para interceptar 20 Bf-109. Beurling conseguiu separar um rotte (duas aeronaves) e abater ambos. Dois dias depois abateu mais um caça. Após dois meses de combates em Malta, Beuling estava com 16 aeronaves abatidas, uma provável e 4 danificadas

 

Beurling ficou então, muito doente. Uma dieta inadequada, a pressão do combate e uma forma de disenteria, impediam-no de andar e com apenas 60 quilos. Durante sua doença, recebeu ordens de aceitar tornar-se oficial comissionado, pois por ter tornado-se herói, a imprensa queria entrevista-lo, e ele tinha que ser um oficial !!! Mas por estar tão fraco, Beurling não pode reclamar. Uma vez tornado-se oficial, Beurling saiu da poeira da pista, onde vivia, para uma vila em Medina, onde do terraço podia observar o aeródromo e seu drama de ser bombardeado e atacado.

 

Após voltar a voar, foi abatido no dia 8 de agosto, tendo caído com seu caça em pleno aeródromo. Este foi seu terceiro acidente sem ferimentos. As semanas seguintes foram excepcionalmente dramáticas, com a chegada de um comboio com suprimentos tão necessários. Em homenagem a chegada dos navios, Beurling realizou um show aéreo sobre as ruas de La Valleta. No final de agosto, dividiu a vitória sobre um Ju-88.

 

Falcon of MaltaO dia 14 de outubro, seria mais um de seus dias. Cinqüenta caças e oito bombardeiros vinham em direção à ilha e desta vez, dois esquadrões completos de Spitfires decolaram para intercepta-los. Na luta, Beurling abateu um Ju-88 e dois Bf-109, mas esqueceu de sua cauda, sendo atingido quando estava a 16 mil pés.   Atingido no peito, na perna e no calcanhar, ficou semi-inconsciente, mas conseguiu saltar de para-quedas de sua aeronave em chamas. Ele escapou por pouco de seu quarto acidente, passando duas semanas no hospital. Recebeu a medalha DSO - Distinguished Service Order, bem como foi obrigado e voltar para a Inglaterra. Desta vez ele ficou muito perturbado, já que não poderia voar. Em sua festa de despedida, ele disse que preferia voar de qualquer maneira, mesmo que fosse do lado dos alemães, do que ficar prisioneiro ou incapaz de voar.

 

Sua carreira em Malta, terminou com 27 aeronaves abatidas. É importante mencionar, mas não podemos documentar por falta de provas, que para cada aeronave inimiga abatida, Beurling perdeu um ala e que os pilotos veteranos recusavam-se a voar com ele. Mais tarde, ele admitiu que atirou num piloto inimigo que flutuava em seu para-quedas e que também afundara um bote com a tripulação de um Ju-88 que ele abatera !!!!

 

A imprensa passou a chamá-lo de Buzz, e ele era ansiosamente esperado no Canadá. Em sua viagem para casa, sobreviveu a outro acidente, desta vez num Liberator, que o levava de Malta. Apenas ele, um passageiro e um outro ex-piloto sobreviveram. Foi hospitalizado na Inglaterra por causa do choque e das infecções das feridas.

 

Ao chegar finalmente ao Canadá foi recebido como um grande herói. Participava de festas e era protegido pelo Primeiro Ministro Mackenzie King. Durante sua permanência no Canadá, ajudou a vender bônus de guerra, e até gostou de tornar-se uma celebridade e obtinha bom relacionamento com as mulheres, embora seu palavriado não fosse muito adequado para a época. Após um período de descanso, Beurling retornou à Inglaterra para ser instrutor, mas estava desesperado para retornar ao combate e constantemente requisitava sua colocação num esquadrão operacional. Finalmente, em setembro de 1943, ele foi transferido da RAF para a RCAF, e posicionado no Esquadrão Nº 403 do Grupo Nº 127, para voar Spitfires IX. Sua principal atividade era a de ensinar tiro aéreo aos jovens pilotos, mas ele também voava algumas missões e continuava a agir como sempre agiu, ou seja, ser um individualista. Durante uma missão sobre a França, por causa de sua acurada visão, localizou uma aeronave inimiga isolada, saiu da formação que liderava, atacou-a abatendo-a e retornou a sua esquadrilha. Quando fez seu relatório informando ter abatido uma aeronave, seu comandante, Hugh Godefroy, ficou muito aborrecido, pois Beurling não informara a sua esquadrilha da presença da aeronave inimiga, como também abandonara sua posição, expondo os demais companheiros a um grande risco. O filme da câmera de sua metralhadora, quando revelado, mostrava claramente um Fw-190 explodindo no ar.

 

Beurling continuava a ser um rebelde e obstinado. Ele não aceitava seu posto no esquadrão e por isso não prestava atenção a nada do que era dito. Beurling acabou aceitando ser promovido a Flight Lieutenant, apenas porque o fazia responsável pelo Tiger Moth do esquadrão, e Godefroy tornou-se o alvo de sua hostilidade. Ele violava as ordens superiores, e utilizava o pequeno treinador como aeronave de exibição, realizando diversos shows aéreos sobre a base. Como resultado, acabou preso dentro dos limites da base. Apesar de tudo, haviam comandantes que o queria a todo custo. Assim, em novembro foi transferido para o Esquadrão Nº 412, operando na famosa base de Biggin Hill. Apesar das inúmeras missões de caça livre que o esquadrão realizava, ele não se satisfazia e continuava a ser o lobo solitário. Em dezembro obteve sua última vitória na guerra, a trigésima segunda, um Fw-190, e passou a planejar seu próprio circo voador com a utilização de caças Mustangs que possuíam um raio de ação muito grande. Sua idéia era a de realizar missões de caça livre sobre a Europa ocupada e abater tudo que estivesse voando. Embora tivesse tentado de tudo, sua idéia nunca foi aceita. Poucos dias antes do Desembarque da Normandia, Beurling recebeu baixa com honras, saindo da RCAF e retornando definitivamente ao Canadá. 

 

Após a guerra, Beurling passou a ter um comportamento complicado, instável e não convencional, mas quando soube que os israelenses estavam recrutando pilotos de caça, ficou excitado. Acabou escolhido pelos israelenses para lutar na guerra de independência do novo Estado de Israel. Sua viajem até Israel seria feita via Itália, como parte de uma operação clandestina. A partir do aeroporto de Urde em Roma, alguns Norduuyn Norseman carregados de armas seriam pilotados até a Palestina por pilotos voluntários. No dia 20 de maio de 1948, Beurling morreu num acidente pilotando um desses Norduuyn Norseman.

 

Nada foi esclarecido sobre este acidente. A aeronave foi aparentemente sabotada. As investigações nunca chegaram a uma conclusão nem quem morreu junto com Beurling: alguns dizem que foi um piloto americano, outros dizem que foi um piloto britânico e outra fonte fala em três ex-pilotos da Luftwaffe.

 

Ao pesquisar e escrever esse pequeno relato, algumas perguntas apareceram em minhas idéias, tais como:

- O que terá acontecido a Buzz, se ele tivesse montado seu Circo Voador com P-51 Mustangs? Ele tornar-se-ia o maior ás aliado ou morreria vítima do fogo anti-aéreo, ponto fraco do Mustang.

- O que teria acontecido se Beurling tivesse chegado a Malta um ano antes? Com quase toda certeza, teria sido abatido sobre o Mediterrâneo e nunca tornar-se-ia a lenda que foi.

- E se ele tivesse chegado a lutar por Israel ? Ele teria abatido muitas aeronaves árabes ou morrido num incidente.

Estou convencido de que Buzz Beurling, nasceu para pilotar e combater caças, porque ele era um excelente piloto e atirador. Foi mais um dos jovens que lutou pela causa correta, teve o glamour de ser piloto de caça e morreu jovem, mas não conseguiu mudar o mundo.

 

Aeronave pessoal de Beurling, do Esquadrão Nº 403, Setembro-Outubro de 1943. Era um Spitfire Mk IX 'KH-B' MA585.

Ao lado o emblema do esquadrão.

Beurlings Spitfire

 

 

Vitórias de George Frederick BEURLING

 

Data

Aeronave Abatida

Aeronave Pilotada

Nº Série

Local

Esquadrão

1/5/1942

FW190

Spitfire Vb

W3383

Canal da Mancha

41

3/5/1942

W3636

Gris Nez

12/6/1942

Bf109 (d)

Spitfire V

BR176, C-25

Malta

249

6/7/1942

2 MC202

BR323, ‘S’

Z1007 (d)

Bf109

8/7/1942

Bf109

BR128, 3-W

Ju88  (d)

Bf109 (d)

10/7/1942

Bf109

BR323, ‘S’

MC202

12/7/1942

MC202

BR565, ‘U’

2 MC202s

23/7/1942

Ju88 (d)

BR135, ‘Z’

Re2001

27/7/1942

2 Mc202

BR301, UF-S

Bf109

Bf109 (d)

Bf109

Bf109

29/7/1942

Bf109

8 milhas NE Malta

8/8/1942

Bf109

EN973, ‘T’

8 milhas de Zonkor Point

13/8/1942

1/3 Ju88

EP135, ‘Z’

6 milhas NE Linosa

25/9/1942

2 Bf109

EP706, ‘L’

30 milhas NE Zonkor

Bf109 (d)

10/10/1942

2 Bf109

Fifla

13/10/1942

Ju88

BR173, ‘D’

3 milhas

N St. Paul Bay

2 Bf109

Ju88

14/10/1942

Ju88

SE Zonkor

2 Bf109

24/9/1943

FW190

Spitfire IX

MA585,KH-B

Poix

403

30/12/1943

FW190

Spitfire IXb

MH883, VZ-B

7milhas W Compeigne

412

 

(d) : danificado