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Herman Graf

 

Hermann Graf nasceu na pequena cidade de Engen im Hegau no dia 12 de outubro de 1912. Era o segundo filho de três irmãos. Quando jovem, foi um apaixonado pela aviação, e aos 12 anos realizou seu primeiro vôo de planador. Continuou voando e acabou recebendo os certificados de piloto de planador nas categorias A, B e C. Após completar seu ano obrigatório de serviço no Reicharbeitsdienst (Serviço Nacional de Trabalho), solicitou seu ingresso e foi aceito na Wermacht, como reservista, mas seu objetivo de longo prazo era entrar para a Luftwaffe. Após completar seu treinamento básico, ele retornou a Engen para trabalhar como assistente administrativo no serviço público. Finalmente, em 1939 foi aceito pela Luftwaffe e tornou-se um oficial da reserva.

 

Um mês antes do início da guerra, ele foi designado para o Grupo de Caça de Aibling, e como muitos outros pilotos, seu início como caçador não foi nada animador. Ele voou 21 missões sobre a França, sem ter dado um único tiro. Antes de ser enviado para o front leste, foi designado como instrutor de pilotos romenos, já que a Romênia passara a ser aliada dos alemães contra a União Soviética. Somente quando baseado no front leste, na JG52 é que Graf obteria sua primeira vitória, que aconteceu no dia 4 de agosto de 1941, perto de Kiev, ao abater um Rata. Esta seria a primeira de 212 vitórias confirmadas.

         

 

 

Ele foi o favorito da máquina de propaganda nazista durante a guerra, por ser uma pessoa que veio do povo e também por ter subido rapidamente nos postos militares e ser um tremendo piloto. Entretanto, ele era um cara muito dócil e essa fama o deixava pouco confortável. Era um excelente jogador de futebol, e freqüentemente organizava “peladas” entre os colegas para elevar a moral e entrete-los do tédio. Era considerado na Luftwaffe o melhor artilheiro, e usando suas qualidades esportivas, montou um time de futebol que viajava pelo Reich para promover a arma aérea.

 

Hermann Graf foi o primeiro piloto a alcançar as 200 vitórias confirmadas, e ele as obteve num pequeno espaço de tempo: apenas 13 meses. Realizou em sua carreira um total de 830 missões de combate. Recebeu a Cruz de Cavaleiro no dia 24 de janeiro de 1942, após sua 41ª vitória. As Folhas de Carvalho no dia 17 de maio, após sua 104ª vitória e dois dias depois as Espadas. No dia 16 de setembro de 1942 recebeu os Diamantes, após sua 172ª vitória. Tal honraria só foi concedida a outros nove pilotos em toda a guerra.

 

Após receber os Diamantes, Göring o proibiu de voar missões de combate, designando-o comandante do Erganzungsjagdgruppe Ost (Escola de Recompletamento de Pilotos de Caça) em Janeiro de 1943, localizada na França. Esta unidade era o local de treinamento avançado para novos pilotos e um local de descanso para os veteranos e feridos. Mas a Luftwaffe estava sedenta de líderes, e logo Graf foi designado Comandante da JG11, baseada em Rotemburg, com missão de defender o espaço aéreo alemão dos bombardeiros americanos. Graf foi o único possuidor de Diamantes em sua Cruz de Cavaleiro, a participar ativamente de combate, após ter recebido a comenda.

 

Hermann Graf e Egon Mayer. Mayer foi o primeiro piloto a alcançar 100 vitórias no Front Oeste.

 

Em Julho de 1943, recebeu missão de Göreing de formar uma unidade especial para combater os Mosquitos da RAF, que eram aeronaves extremamente rápidas e difíceis de serem abatidas. Com o suporte do Alto Comando Alemão, a JGr50 foi criada. Possuía duas Staffelin e utilizava Me 109G modificados, mas foi um fracasso.   A unidade foi abandonada em Outubro de 1943 e seus pilotos absorvidos pela JG 301 que era utilizado para a defesa do espaço aéreo do Reich. Graf voou algumas missões na JG 301, mas passava a maior parte do tempo em viagem pelas unidades com fins de propaganda. Entretanto, no dia 29 de Março de 1944, ao participar de uma missão de combate, foi severamente ferido, tendo de pular de paraquedas a baixa altura de seu Me 109. Enquanto estava no hospital se recuperando dos ferimentos, Gëring o nomeou Kommodore da JG52, sua antiga unidade.

 

Permaneceria comandando a unidade até o final da guerra. Juntamente com Erich Hartmann (também da JG 52 e o maior ás da história da aviação), se renderam aos americanos, mas foram em seguida entregues aos russos. É aí, que a história faz uma reviravolta, e a maioria dos ex-pilotos da Luftwaffe passaram a não dar atenção a Hermann Graf

 

Os três irmãos Graf: Wilhelm, Hermann e Josef

 

De Erich Hartmann:

" Eu gostava de Hermann Graf. Era um excelente piloto de caça. Manteve-se combatendo mesmo após ter recebido seus Diamantes. Eu o admirava por isso. Outros pararam de voar. Após a guerra, no campo de prisioneiros, cada um possuía seu ponto de vista. O de Graf era que havíamos perdido a guerra, todo o regulamento deixara de valer, e tínhamos apenas as opções de escolher entre viver com os Russos ou com os Americanos. Ele era realista. Temos que começar a pensar de uma maneira nova, dizia ele. Eu estou no lado soviético e gostaria de viver com os soviéticos. Esta foi a decisão de Graf, e por isso nos separamos. Ele chegou a escrever que estava feliz por ser um prisioneiro dos soviéticos. Sabia que havia feito algo de errado, e que seu único desejo agora era voar na Força Aérea Soviética. Gostaria de ser nomeado Tenente Coronel, mas os russos apenas o colocaram num outro campo de prisioneiros e deixaram ele escrever o que sabia.

 

Fala-se ainda que ele entregou sua Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes aos russo, de modo a ser libertado mais cedo, mas foi mantido como prisioneiro até 1950.

 

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Do Major Hartmann Grasser, que foi prisioneiro dos soviéticos junto com Graf, após a guerra: 

 

Tive que ser muito forte durante meu período como prisioneiro dos russos. Eu criticava os companheiros que não eram assim. Mas agora, com mais experiência de vida, sou mais tolerante e entendo a fraqueza humana. Por tudo isso, não sou conra Graf como outros companheiros o são. A pressão que sofríamos nos campos de concentração russos era enorme. Fui contra a exclusão de Graf da Associação dos Ex-pilotos da Luftwaffe.

 

Apesar dos esforços de Grasser e de outros, Graf continua fora da Associação. Ele escreveu uma autobiografia, com a ajuda de um antigo piloto da JG11, Berthold Jochim, denominada 200 Luftsiege in 13 Monaten (200 vitórias em 13 meses), onde relata sua fantástica carreira como piloto da JG52 no ano de 1942.

 

 

 

Em 1971, Graf falou publicamente pela primeira vez sobre as denúncias de que colaborou com os soviéticos, quando prisioneiro de guerra. Ele disse que passou por condições miseráveis, tanto psicológica como fisicamente. Como um arqui-inimigo da União Soviética, não tinha ilusões sobre seu destino. Vivendo uma situação desesperada e em estado de choque por causa da decisão americana de entrega-lo aos soviéticos, seguiu a sugestão de outros oficiais, também prisioneiros, e juntou-se ao denominado Comitê Nacional por uma Alemanha Livre. Fez isso na esperança de obter uma pequena chance de sobreviver.

 

Não fui o único a entrar nesse comitê, disse Graf. Hartmann também fazia parte, e com certeza pelas mesmas razões. Não é verdade e nada pode ser provado que eu colaborei com os russos. Não me sinto um fora da lei, pelo contrário, sinto-me como uma vítima.

 

No dia 1º de janeiro de 1950, Hermann Graf foi solto pelos soviéticos em Berlin. Dois dias depois chegou a seu apartamento para descobrir que o mesmo havia sido saqueado. Além disso, que ocupava aquela região alemã era a França, que imediatamente o prendeu. Ele foi mais tarde solto sob a condição de se apresentar diariamente as autoridades. Após quinze dias dessa agonia, finalmente tornou-se um homem livre. Tentou trabalhar em várias atividades para ganhar a vida, mas fisicamente estava combalido do seu período de prisioneiro. Os ex-militares se ajudavam mutuamente após a guerra, e finalmente Sepp Herberger consegui arrumar um emprego para Graff ma indústria como soldador elétrico.

 

Após sua aposentadoria, passou seus últimos dias em Engen im Hegau. Ele nunca foi aceito de volta à fraternidade dos ex-pilotos de guerra, embora Hartmann tivesse tentado muito incluí-lo na Associação dos Pilotos da Luftwaffe.

 

 

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Johannes Weiss (a esquerda) e Hermann Graf no início de 1988. Johannes (Hannes) Wiese serviu no JG 52 e no JG 77. Obteve 133 vitórias e possui a Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho.

 

Hermann Graf faleceu no dia 4 de novembro de 1988. Foi enterrado em Engen im Hegau. 

 

 

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