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O herói da Victoria Cross

 

No dia 1 de maio de 1918, o nome do 2º Tenente Alan Arnett McLeod da Royal Air Force apareceu no jornal London Gazette, como tendo sido condecorado com a Victoria Cross. Apenas outros três aviadores canadenses receberam tal condecoração durante a 1ª Guerra Mundial, e McLeod era o mais jovem, não tendo ainda 19 anos. Ele não era nem piloto de caça, como seria normal para um agraciado com a VC, mas apenas comandava  um bombardeio que conseguiu abater aeronaves inimigas.  Como registro do sucesso alcançado, resistência obstinada e enorme coragem, a estória do vôo de McLeod no qual ele obteve a condecoração, será aqui relatada.

Com o Tenente Hammond como observador, McLeod estava pilotando um Armstrong-Whitworth naquela manhã, num ataque contra concentração de tropas alemães próximo a Bray. Eles estavam voando juntamente com outras seis aeronaves, mas logo ficaram perdidos em um nevoeiro e tiveram que pousar num aeródromo de outra unidade. Por causa de um pequeno acidente durante o pouso, eles não puderam decolar senão à tarde, e apesar do mau tempo e mesmo sabendo que o Circo Voador do famoso Richthofen operava pela área, resolveram terminar a missão que eles haviam iniciado pela manhã.

 

O Armstrong-Whitworth Mk 8

 

Ao alcançarem a região de Bray, com nuvens a 3 mil pés, começaram a procurar pelo alvo, e logo vislumbraram uma bateria alemão em ação. Estavam preparando-se para a corrida de bombardeio, quando de repente surgiu, à sua frente, a cerca de 200 metros, um triplano alemão.

 

A aeronave era um dos novos e velozes Fokkers, contra o qual o pesado Whithworth não teria chance alguma, mas sem hesitação, eles atacaram-na. Com manobras habilidosas, McLeod posicionou sua aeronave de tal modo que Hammond pudesse utilizar o armamento, e após apenas três pequenas rajadas, o caça alemão ficou no dorso, entrou em parafuso e chocou-se contra o solo.

 

 

2º Tenente Alan Arnett McLeod

 

McLeod e Hammond estavam ainda trocando cumprimentos pela inesperada vitória alcançada, quando saíram da camada de nuvens e passaram a voar num céu azul. Neste instante, outro Fokker triplano mergulhou sobre o bombardeio inglês, seguido por outros seis (pelos relatórios de Richthofen daquele dia, era ele e seus experiente pilotos que estavam na área). O caça alemão cercava o bombardeio, atirando em todas as direções, mas Hammond e McLeod faziam bom uso de suas metralhadoras, e conseguiram manter o inimigo a certa distância, ao mesmo tempo que economizavam munição. Utilizando sua habilidade de piloto, e ajudado pelo Withworth, McLeod conseguia posicionar sua aeronave de tal modo que Hammond tivesse oportunidade de atirar nos caças alemães, sendo que desta vez numa das aeronaves que havia mergulhado tão próximo ao bombardeio, que estava a apenas alguns metros do mesmo. A potência dos projetos ingleses era tamanha, que o caça alemão partiu-se ao meio, caindo em chamas.

Nesta hora, outro caça mergulhou por trás e abaixo do bombardeio inglês, atingindo o tanque de combustível bem como a McLeod e Hammond. O combate parecia estar chegando a seu fim. Eles estavam a cerca de 2 mil pés de altura, quando McLeod colocou sua aeronave num mergulho suave, tentando alcançar o solo. Enquanto mergulhavam, o soalho da aeronave, que fora duramente atingido pelas balas alemães, simplesmente se soltou, principalmente o localizado sob o assento do observador.

Apesar de seus ferimentos, Hammond conseguiu se levantar e sentar na lateral do cockpit de sua posição de observador. A morte parecia estar chegando, mas McLeod consegui sair de sua posição, subir na asa inferior esquerda e controlar a aeronave dali, colocando-a numa glisada lateral, de modo que as chamas provenientes do tanque de combustível, não viessem para cima de si e do seu observador. Um dos caças alemães, evidentemente pensando que a aeronave britânica estava em seus últimos momentos de vida, se aproximou tanto, que Hammond pode ver em detalhes a face do piloto alemão.

Embora um dês seus braços estivesse atingido e sem ação, Hammond uma vez mais conseguiu utilizar sua metralhadora, abatendo mais um caça alemão. O Fokker restante, abriu fogo de novo, mas desta vez a metralhadora de Hammond emperrou, mas agora ele podia acompanhar o moribundo bombardeio inglês sem receio de ser atingido. McLeod conseguiu manter sua aeronave num mergulho suave, e finalmente realizou um pouso forçado, batendo num buraco de projétil de artilharia. Antes do pouso, Hammond havia subido na asa superior, e ambos os aviadores foram jogados longe quando da aterrisagem.

 

 

O Fokker Triplano

 

Logo após o pouso, como a aeronave estava carregada com as bombas e com cerca de mil projéteis da metralhadora, a mesma explodiu, mas como os dois haviam sido lançados, escaparam milagrosamente.  Hammond já havia sido ferido anteriormente seis vezes, mas estava agora completamente indefeso. McLeod, mesmo ferido, começou a cavar um buraco, de modo a se proteger. Os projéteis das metralhadoras eram lançados em todas as direções, e logo as bombas também explodiram, lançando destroços à distância, mas sem atingir os aviadores.

Eles não sabiam aonde haviam caído, até que o som de uma metralhadora pesada indicou que eles estavam na “terra de ninguém”. McLeod arrastou Hammond em direção às trincheiras britânicas, e nessa hora ferido. Entretanto, antes de desmaiar por causa da perda de sangue, ela havia conseguido chegar com seu companheiro a poucos metros da trincheira inglesa, onde soldados sul africanos os recolheu.

Então, aconteceu a pior experiência de ambos. Eles estavam no meio de uma batalha, e essa área em especial, estava sem comunicações e eles não podiam ser levados para a retaguarda com segurança. Só puderam ser transportados à noite e por isso passaram o resto da tarde, sofrendo com muita dor e aguardando a hora de serem atacados pelos alemães.

Às oito horas da noite eles chegaram à retaguarda, onde foram cuidados pelos médicos, recebendo principalmente morfina, por causa das dores. Em seguida foram transportados para o Hospital em Etaples. Dois dias depois chegavam em segurança à Inglaterra.

Por essa épica missão, Hammond recebeu uma barra à sua Military Cross, enquanto McLeod foi agraciado com a Victoria Cross.

 

 

 

 

 

Victoria Cross

 

Military Cross