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Um interessante combate aéreo


O dia 23 de outubro de 1942, era um típico dia para as tropas americanas na Ilha de Espirito Santos, mas para a tripulação de uma B-17 Fortaleza Voadora, ele tornar-se-ia um dia memorável. Bem cedo naquela manhã, os japoneses começaram a bombardear o aeródromo, e o  Lt. Ed Loberg, um ex-fazendeiro de Wisconsin, recebeu ordens de decolar com seu B-17 para uma missão de reconhecimento, de modo a determinar a localização dos canhões japoneses. Decolou, realizou a missão, e não encontrando a posição japonesa, retornou para a base. No pouso, a aeronave ficou sem freios, atravessou a pista e abalroou algumas aeronaves da Marinha que se encontravam estacionadas no final da pista. Felizmente para a tripulação, as bombas de 100 lb que a aeronave carregava não explodiram. Mais tarde, a mesma tripulação, decolou num outro B-17 para uma busca no mar.

 

Por volta do meio dia, a tripulação observou um Catalina PBY sendo tacado por um hidroavião japonês Kawanishi H6K "Mavis". Mergulhando a B-17, o Mavis e a Fortaleza Voadora acabaram entrando numa tempestade de chuva. As janelas estavam escuras por causa da chuva e das nuvens, e a aeronave tremia por causa dos fortes ventos. Ao emergir da tempestade, a baixa altitude e em num céu muito brilhante e iluminado pelo Sol, a B-17 viu-se a apenas 15 metros da aeronave japonesa. Imediatamente, todas as armas das duas aeronaves começaram a atirar, umas contra as outras, lembrando um combate da 1ª Guerra Mundial ou mais ainda, um combate naval do século passado. Milhares de projéteis cruzavam a pequena distância que separava as duas aeronaves, o B-17 estremecia dos tiros recebidos, mas também danificava muito o Mavis. O piloto japonês realizou então uma curva muito fechada e Loberg teve também que realizar outra ainda mais, para evitar que o metralhador traseiro do Mavis conseguisse um campo de visão ótimo.

 

 

O Kawanishi H6K "Mavis”

 

Entrando e saindo da tempestade, as duas aeronaves duelaram por 45 minutos. O Mavis mantinha-se baixo, protegendo a sua desguarnecida “barriga”. Por diversas vezes durante o combate, o Mavis desaparecia nas nuvens por três ou quatro minutos, e em todas as oportunidades, assim que ressurgia, o B-17 de Loberg reiniciava o combate. Por duas vezes as aeronaves quase se chocaram, quando a B-17 passou a dois ou três metros do mavis, dando para ver claramente a fisionomia dos pilotos japoneses.

 

 

O PBY Catalina

 

Finalmente o Mavis começou a fazer fumaça, lançou-se em direção ao mar e explodiu numa grande bola de fogo. As palavras do correspondente de guerra Ira Wolfet, que estava a bordo do B-17 dizem tudo: Durante o duelo, a B-17, em que eu estava, tendo recebido tiros em um de seus motores e com dois buracos maiores que um chapéu de festa nas asas, fazia curvas fechadas, rolava e inclinava-se quase que na vertical. Isto é, freqüentemente, parecia que uma de suas asas apoiava-se no mar e a aeronave rodava como uma bailarina fazendo ponta, e ocasionalmente, sua inclinação era tanta, que sua barriga apontava para o céu, numa tentativa desesperadora de evitar que o japonês conseguisse fechar sua curva e ficar por dentro.

 

Ao longo desses 45 minutos, a aeronave, uma das mais antigas, voava em sua velocidade máxima, tremendo e pulando como uma folha de papel ao vento, e com os superchargers colocando tanta pressão no motor, que o piloto e o co-piloto, além da preocupação do combate, tinha que verificar e controlar a pressão nos cilindros com medo de que um deles simplesmente explodisse e fosse jogado em direção ao cockpit. Além do correspondente de guerra, os demais tripulante eram: B. Thurston co-piloto, R. Spitzer navegador, R. Mitchell bombardeador e os artiheiros E. Gustafson, E. Jung, G. Holbert, E. Smith e R. Bufterbaugh. Mitchell e Spitzer foram feridos durante o combate.

 

 

A B-17 Fortaleza Voadora