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A AVIAÇÃO DE PATRULHA E A FORÇA AÉREA

 

 

             Olhando-se o mapa do Brasil em um globo terrestre é evidente a constatação de que é o país que possui a maior costa contínua do planeta, com exceção da Austrália. De fato, outros países de vastidão territorial semelhante ao Brasil não possuem tão extenso litoral. Os Estados Unidos possui um litoral quase que com a mesma extensão, mas dividido em duas margens para dois oceanos diferentes. A Rússia tem o seu maior litoral voltado para o Oceano Ártico que, no entanto, não é navegável na maior parte do ano. Além desses, nenhum outro país se iguala ao Brasil e, em especial, por fazer margem a um oceano com o tráfego que o Oceano Atlântico possui.

 

 

 

Numa avaliação estratégica superficial é de se supor que a Força Aérea Brasileira, para cumprir a sua função de defesa, necessita ser equipada com os meios que criem as condições de faze-lo com eficiência. E no estabelecimento dos critérios para arrola-los é imprescindível que se leve em conta a missão e as possibilidades das demais Forças Armadas. Assim, não conseguimos deixar de ver o Exército Brasileiro voltado para o controle da fronteira terrestre, e a Marinha, como é por nós conhecida, estará concentrada em ir em busca do inimigo nas águas azuis, no mar profundo. Os meios de superfície que restarem não terão efetividade se não forem empregados associados ao avião.

 

Bandeirante P-95, atual aeronave da FAB para missões de patrulha

 

Dentro desse quadro podemos imaginar que seria desejável uma Força Aérea que possuísse meios de transporte estratégico para possibilitar a Força Terrestre desdobrar-se com rapidez para qualquer ponto das fronteiras, com um volume de meios que lhe assegurasse fazer frente a uma ação emergencial, meios para exercer a soberania do espaço aéreo com ênfase para a região periférica do território e uma aviação de patrulha capaz de potencializar a ação da Marinha ao longo do vasto litoral.

A Aviação de Patrulha, pois, não poderá deixar de ser vista como um componente da Força Aérea indispensável à garantia da soberania nacional na faixa litorânea com a mesma ênfase dos demais componentes citados anteriormente. A não concretização, em tempo oportuno, da renovação e incremento da frota de aviões para cumprir essa função poderá ter mais um desfecho indesejável e despertar ilações que possam de outra maneira contestar a validade da Força Aérea executar essa tarefa. Por isso, a continuidade e o sucesso do Projeto PX não pode ser um anseio somente da II Força Aérea. Se a instituição como um todo não acreditar que isso seja necessário poderemos mais uma vez nos arrepender do que deixamos de fazer.

 

 

Brig.-do Ar Delano Teixeira Menezes