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Flight Lieutenant
PIERRE CLOSTERMANN
(DSO & DFC*)


Pierre Clostermann

 

 

 



Pierre Clostermann nasceu no dia 28 de fevereiro de 1921, em Curitiba, Paraná – Brasil, onde seu pai francês, era cônsul. Com apenas 16 anos de idade ele obteve seu brevet de piloto, no Aeroclube do Brasil – Rio de Janeiro (que ficava localizado na Av Brasil, onde hoje é a Vila do João).  Depois foi para Paris e mais tarde para os Estados Unidos onde estudava engenharia, quando a França capitulou. Recebeu então um telegrama de seu que dizia: Junte-se a De Gaule ou você não será mais meu filho ! Imediatamente, cerregando apenas uma mochila, Clostermann cruzou o Atlântico e chegou a Liverpool na Inglaterra, quando a cidade estava sendo bombardeada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ofereceu seus serviços à RAF, mas foi recebido com pouca consideração, até que conseguiu realizar um teste de vôo. Imediatamente foi enviado a Cranwell. Recebeu suas asas de piloto militar no início de 1943 e junta-se às Forças Francesas Livres (Esquadrão 341 Alsace) pilotando Spitfires.Seu primeiro comandante foi o Major René Mouchotte. Em agosto obtém suas duas primeiras vitórias (no mesmo dia), abatendo Fw 190’s. Nesta mesma missão o Tenente Martell abate o famoso ás alemão Major von Graf, que consegue sobreviver.

 

 No ano seguinte foi transferido para a RAF (Esquadrão 602 – City of Glasgow), onde reencontra seu grande amigo Jacques Remlinger, amigo de Cronwell, e voariam juntos muitas vezes durante o ano.

No Esquadrão 341 ele voava o Spitfire Mk IX e agora pilotava os antigos Mk V. O Esquadrão 602 era composto por pilotos de diversas nacionalidades (belgas, escoceses, franceses, australianos, noruegueses, canadenses e até ingleses !!). As principais missões do esquadrão foram de ataque ao solo e de escolta dos Typhoons.

 

 

 

 

 

 

Em  janeiro de 1944, o esquadrão é transferido para as Ilhas Orkney para defender a Base Naval de Scapa Flow, a maior base naval da Royal Navy, das aeronaves alemães de reconhecimento. Lá estão equipados com Spitfires especiais para vôos estratosféricos (Mk VIII).

Em março, o esquadrão é transferido para o sul da Inglaterra, onde participara de bombardeios contra alvos terrestres, objetivando o Desembarque do Dia D.

 

 

No dia 6 de junho de 1944, ele e seu amigo Jacques são os primeiros pilotos franceses a pousarem de volta no solo pátrio, após a ocupação nazista. Clostermann começo a ficar muito nervoso e o médico do esquadrão o retirou da linha de frente, por alguns dias. No seu retorno ao combate abateu  três caças alemães em um só dia. Por seus feitos recebeu a medalha DFC e foi retirado do combate indo trabalhar no Estado Maior. Para ele, esse trabalho era totalmente frustrante e em dezembro requisitou sua volta ao combate. Os comandantes franceses negaram, pois ele agora pertencia à França, mas amigos seus conseguiram fazer com que ele finalmente retornasse à ativa.

 

 

 

 

Durante sua permanência no 602, abateu 11 aviões inimigos, além de 2 prováveis e 7 danificados.

 

O Le Grand Charles de Clostermann, matrícula JF-E. Na realidade, ele voou quatro Tempests com a mesma matrícula, com os seguintes números de série NV994 (nº 1) e NV724 (nº 4). O nº 2 deve ter sido o SN222. Não sabemos o número do terceiro.

 

Em janeiro de 1945 ele juntou-se ao Esquadrão Nº 274, operando os Tempests V em Volkel na Holanda. No dia seguinte já abateu um Me 109. Foi um período muito duro para os pilotos do 274, e após dois meses, apenas Clostermann e dois outros pilotos sobreviveram aos combates, em especial à anti-aérea alemão, que era muito eficiente.

Em maio, foi designado Comandante da Ala 122 e recebeu uma barra para sua DFC

Ao final da guerra, Clostermann tinha obtido com o Tempest mais 12 vitórias, 6 compartilhadas e 2 prováveis. Recebeu as medalhas DSO e DFC com barra, além de condecorações Francesas, Belgas e Americanas.

Realizou um total de 420 missões e abateu 33 aeronaves alemães, tornando-se o maior ás francês da 2ª Guerra Mundial. Durante todo o período, com exceção de uma época em que esteve lotado no Estado Maior, foi piloto de caça, sempre combatendo o que de melhor a Luftwaffe podia oferecer. Escreveu um livro denominado O Grande Circo (em inglês The Big Show), onde conta sua estória como piloto na guerra. Clostermann, mostra também nesse livro, seu lado poético como na passagem em que relata um de seus vôos, realizado antes do amanhecer, para calibrar instrumentos de navegação.

-         Sobre minhas asas estava a escuridão – eu estou sozinho a 30 mil pés sob a luz do Sol. Eu sou o primeiro a respirar o ar aquecido pelos raios solares, que penetram na minha pupila como flecha. Na França, na Holanda, na Bélgica, na Alermanha e na Inglaterra, os homens estão sofrendo a noite fria, enquanto eu estou aqui sozinho, sendo o único dono deste amanhecer – tudo é só meu: a luz,  o Sol. Eu penso tranqüilamente: Tudo isso brilha só para mim

 Ao ser designado Comandnate de uma unidade, foi com certeza a mais alta honraria que a RAF podia ter dado a um piloto estrangeiro.

Após a guerra, Clostermann entrou para a política e nos negócios, sendo Deputado no Parlamento francês e executivo da  Cessna e da  Marcel Dassault. Nos anos 50, Clostermann participou da Guerra de Libertação da Argélia. Mora com sua mulher Jacqueline em Montesquieu, uma pitoresca vila nos Pirineus.

 

 

 

Foto autografada por Pierre Clostermann. Reparem que, quando da fotografia,  das 32 cruzes que indicam vitórias aéreas, 23 estão confirmadas e 9 (em branco) ainda são dadas como prováveis.

 

 

 

 

 

Desenho da aeronave em que Clostermann obteve sua primeira vitória

pilotando um desses caças, no dia 5 de março de 1945.

 

 

 

JF-E (NV724), "Le Grand Charles".

 

 

 

 

 

 

Vitórias de Pierre Clostermann:

Confirmadas em combate aéreo:
19 Focke-Wulf 190
7 Messerschmitt 109
2 Dornier 24
1 Fiesler 156
1 Junkers 252
1 Junkers 88
1 Junkers 290
1 Heinkel 111

Aeronaves destruídas ou danificadas durante ataques a aeródromos:
7 Junkers 88 ou 188
6 Dornier 18
4 Heinkel 177
3 Arado 232
2 Focke-Wulf 190
1 Junkers 252
1 Blom & Vhoss 138

Aeronaves severamente danificadas ou provavelmente destruídas em combate aéreo: 
6 Focke-Wulf 190
6 Messerschmitt 109

Outros alvos destruídos em terra: 
72 locomotivas e centenas de vagões.
225 caminhões e outros tipos de veículos, incluindo 30 caminhões tanque.
5 tanques blindados.
2 lanchas torpedeiras.
1 U-boat (submarino) de 500 t juntamente com outros pilotos.
Varios alvos atacados e destruídos com bombas e canhões, entre eles a Refinaria de Gadesbuden, quando também 680 mil litros de gasolina de avião também o foram.

Missões executadas:
293 missões ofensivas.
97 missões de ataque contra alvos terrestres.
42 missões defensivas.

 

 

 


Vitórias de Clostermann num Tempest

Data

Aeronave

Voando

Nº Série

Local

Unidade

Nota

5 Março 1945

Bf 109

Tempest

JJ-W (EJ893)

Nordhorn

274 Sqn

Ver Nota 1

14 Março 1945

Bf 109

Tempest

Hannover

274 Sqn

Ver Nota 2

14 Março 1945

Bf 109

Tempest

Hannover

274 Sqn

Ver Nota 5

28 Março 1945

Fi156

Tempest

South of Munster

274 Sqn

Ver Nota 4

28 Março 1945

1/2 Ju88

Tempest

Rheine Opstein

274 Sqn

Ver Nota 1

2 Abril 1945

Fw 190D-9

Tempest

US-G (NV968)

Aldhorn airfield

56 Sqn

Ver Nota 1

5 Abril 1945

Ju88

Tempest

Wunstorf

56 Sqn

Ver Nota 1

5 Abril 1945

1/2 Bf109

Tempest

Dummer Lake

56 Sqn

Ver Nota 1

5 Abril 1945

1/2 Bf109

Tempest

Dummer Lake

56 Sqn

Ver Nota 1

20 Abril 1945

2 Fw 190D-9

Tempest

JF-E (NV994)

Dummer Lake

3 Sqn

Ver Nota 1

20 Abril 1945

1/2 Ju290

Tempest

Skagerac

3 Sqn

Ver Nota 2

3 Maio 1945

Fw 190D-9

Tempest

Kiel

3 Sqn

Ver Nota 1

3 Maio 1945

Ju252

Tempest

Grossembrode

3 Sqn

Ver Nota 1

3 Maio 1945

2 Do24

Tempest

Fehmarn detroit

3 Sqn

Ver Nota 1

3 Maio 1945

1/2 Bf109

Tempest

Grossembrode

3 Sqn

Ver Nota 3

3 Maio 1945

1/2 Bf109

Tempest

Grossembrode

3 Sqn

Ver Nota 3

 

Nota 1:
Vitória confirmada nos arquivos do Public Offical Record.

Nota 2:
Arquivada nos Relatórios de Combate da RAF, e admitida como confirmada nos anais da Força Aérea Francesa.

Note 3:
Compartilhada com seu ala australiano do 3º Esquadrão, Bay Adams.

Note 4:
Admitida como vitória aérea pela Força Aérea Francesa. Na realidade, o Relatório de Clostermann indica que ele atacou a aeronave quando ela acabara de decolar, fato este que obrigou o piloto alemão a realizar um pouso  forçado.

Nota 5:
Apenas registrada no logbook pessoal. Classificada como provável pela Força Aérea Francesa.