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Peenemunde, 17 e 18 de August de 1943

Um ataque com 596 aeronaves - 324 Lancasters, 218 Halifaxes e 54 Stirlings. Este foi o primeiro raid no qual seis esquadrões canadenses operaram com bombardeiros Lancasters sendo que o Esquadrão Nº 426 enviou 9 Mark II Lancasters, perdendo duas aeronaves incluindo a do seu comandante o Wing Commander L. Crooks, D.S.O., D.F.C., que era inglês.

During the height of the attack on Peenemunde, three other Lancasters (ringed) are caught on the bomb camera of an aircraft above them 

Este foi um ataque especial, que o Comando de Bombardeio recebeu ordens de realizar contra um centro de pesquisas alemão localizado nas costas do Mar Báltico, onde os foguetes V-1 e V-2 eram projetados, testados e construídos. O ataque foi realizado sob uma bela noite de luar, de modo a aumentar as probabilidades de sucesso. Mas alguns problemas surgiriam. Esta seria a primeira ocasião na segunda metade da guerra em que o Comando de Bombardeio tentaria realizar um ataque de precisão noturno contra um alvo tão pequeno. Pela primeira vez, a figura do Bombardeador Master estaria presente controlando um ataque, e este seria o Group Captain J. H. Serby, do Grupo Nº 8 e do Esquadrão Nº 83. Existiam três alvos principais - os alojamentos dos cientistas e trabalhadores, a fábrica dos motores dos foguetes e a estação experimental – e os Pathfinders empregariam um planejamento especial, com as tripulações tentando ao longo do ataque, mudar o alvo da vez. Tripulações do Grupo Nº 5, que seriam a última leva a atacar, praticaram o denominado ataque de tempo e distância, como alternativa para sua participação no raid.

Os Pathfinders encontraram Peenemunde sem dificuldades naquela noite de Lua Cheia, e o Bombardeador Master controlou o ataque com sucesso. Um ataque com aeronaves Mosquitos contra a capital Berlin, afastou os caças-noturnos, nas primeiras duas levas. Infelizmente, a primeira marcação dos Pathfinders ficou posicionada cerca de 3 km ao sul do ponto original, próximo a um campo de concentração, onde trabalhadores dormiam, mas o Bombardeador Master e os Pathfinders rapidamente descobriram o erro e coordenaram o ataque no alvo correto, com sucesso. Cerca de 560 aeronaves participaram da missão, lançando 1.800 toneladas de bombas, das quais 85% eram explosivas. A análise do resultado avaliou que o programa das V-2 foi atrasado em pelo menos dois meses. Cerca de 150 alemães foram mortos em Peenemunde, quase todos trabalhadores que estavam nos alojamentos e cerca de 600 estrangeiros, a maioria poloneses, cujas barracas eram de madeira sem abrigo anti-aéreo.

The V-2 rocket assembly hall at Peenemunde after the raid

O Comando de Bombardeio perdeu 40 aeronaves – 23 Lancasters, 15 Halifaxes e 2 Strirlings, representando 6,7% da força enviada, que embora alto, foi considerado aceitável pelo sucesso alcançado contra alvo tão importante. A maioria das perdas aconteceu na 3ª leva, quando os caças noturnos chegaram. O Grupo Nº 5, perdeu 17 de seus 109 bombardeiros (14,5%) e os canadenses do Grupo Nº 6 perderam 12 de seus 57 bombardeiros (19,7%). Esta foi a primeira noite em que a caça-noturna alemã empregou a sua nova arma, o Musik: um canhão duplo montado atirando para cima e ligeiramente inclinado, instalodo nos Me-110. Dois desses Me-110 interceptaram os bombardeiros que se afastavam de Peenemunde, derrubando 6.

ED611, KM-J of 44 Squadron was flown by P/O D H Aldridge on the Peenemunde raid, and was damaged by 20 mm cannon fire down the starboard side fired from a 'Schrage Musik' equipped night fighter as evinced by the angle of the entry and exit damage