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A Royal Canadian Air Force na 2ª Guerra Mundial

 

 

No dia 1º de setembro de 1939, data de início da 2ª Guerra Mundial, a RCAF – Royal Canadian Air Force, contava com apenas 4.601 homens, entre oficiais e subalternos, distribuídos por oito esquadrões, contando com 270 aeronaves de vinte tipos diferentes, das quais 146 eram aeronaves de treinamento ou de transporte e com apenas 19 Hurricanes e 10 Fairy Battles como aeronaves de primeira linha.

 

A era do BCATP  - 1940 a 1945.

 

Durante a 2ª Guerra Mundial, a RCAF aumentou de tal monta, tornando-se a quarta maior força aérea aliada. Em julho de 1941, foi criada a Women’s Division – WD, onde 17 mil mulheres foram treinadas em mais de 40 especialidades. Na primavera de 1940, a RCAF criou e começou a operar o maior esquema de treinamento de tripulações da história, a British Commonwealth Air Training Plan, que deu ao Candá o apelido de “Aeródromo da Democracia”, por ter formado mais de 131 mil homens. A Base de Trenton era sede da 1st Air Navigation School e da Central Flying School e a de Mountain View abrigava a Bombing and Gunnery School.

 

Posters convocando voluntários a se alistarem na RCAF durante a 2ª Guerra Mundial

 

 

Além da BCATP, o Canadá manteve durante a guerra mais de 40 esquadrões operando na defesa da costa, escolta de comboios e outras tarefas, sendo que o Eastern Air Command afundou seis submarinos alemães durante o conflito. A costa do Pacífico, embora tivesse muito menos atividade naval inimiga, um  Bolingbroke  da RCAF juntamente com navios da US Navy afundaram um submarino japonês próximo a Prince Rupert. Milhares e milhares de horas foram voadas em patrulha naval, forçando os submarinos inimigos a permanecerem submersos e longe dos comboios, e permitindo aos comboios que continuassem sua rota sem serem molestados. Era um trabalho entediante e sem glamour, mas muito importante.

 

 

Pilotos em treinamento


No exterior

 

O enorme comprometimento do BCATP e da defesa do país significaram que apenas três esquadrões foram inicialmente enviados para operar no exterior. O Esquadrão Nº 110 de Cooperação com o Exército chegou a Inglaterra em Fevereiro de 1940. Quatro meses depois o Esquadrão Nª 112, também do Army Cooperation  chegou, juntamente com o Esquadrão Nª 1 de Caça, sob o comando do Squadron Leadre McNab, que começou suas operações em 19 de agosto de 1940, durante a batalha da Inglaterra, quando os ataques da Luftwaffe ao sul da ilha aumentaram de intensidade. Oito semanas mais tarde, eles já haviam destruído 31 aeronaves inimigas com outras 43 prováveis; três pilotos haviam sido perdidos: Squadron Leadre McNab, Flight Lieutenant McGregor e o Flight Officer Russel, todos recebendo as primeiras Distinguished Flying Crosses da RCAF.

A expansão da RCAF no exterior durante a primavera de 1941, e a nova política de canadização criou um novo sistema de numeração dos esquadrões, de modo a evitar confusão com a numeração dos esquadrões da Royal Air Force – RAF. Deste modo, à RCAF foram alocados os numerais de 400 a 449, e assim o Esquadrão Nª 110 tornou-se o 400, o Nº 1 tornou-se o 401 e o Nº 112 tornou-se o 402.

 

 

Pilotos de caça da RCAF


A primeira unidade da RCAF formada no exterior foi o Esquadrão Nº 403, uma unidade de caça, criada no dia 1º de março de 1941. Durante este ano, dezessete outros esquadrões foram criados, em 1943 dez, em 1943 quatro e em 1944 nove, de modo que ao final da guerra, a RCAF possuía um total de 44 esquadrões operando sob a séria 400. O Esquadrão Nº 162 foi deslocado do Eastern Air Command para o Costal Command da RAF e passou a operar de bases na Islândia e no Norte da Escócia. Além desse, três outros esquadrões do Air Observation Post (664, 665 e 666) foram criados no exterior, elevando o número de esquadrões da RCAF a 48, operando na RAF nos Teatros do Nordeste da Europa, do Mediterrâneo Central do Oriente. Milhares de homens e mulheres canadenses serviram na RAF, tanto no ar como em terra durante a guerra, espalhados pelo mundo.

 

No outono de 1941, os Esquadrões N] 406, 409 e 410 tornaram-se Esquadrões de Caça Noturno, e até o Dia-D haviam derrubado 55 aeronaves inimigas, mais 100 prováveis e 27 danificadas. O Esquadrão Nº 417, alocado à Desert A ir Force, operou desde o Vale do Nilo até o Norte da Itália.

 


A Ofensiva de Bombardeiros

 

Os primeiros esquadrões de bombardeiro canadense foram o Nº 405, equipado com aeronaves Wellingtons, que mais tarde tornaria-se o único Esquadrão Pathfinder canadense e o Nº 408, equipado com Hampen, ambos criados na primavera de 1941. Os esquadrões Nº 419 e 420 foram criados em dezembro deste mesmo ano, sendo que o Wing Commander Johnny Fauquier, foi o primeiro oficial da RCAF a liderar um esquadrão de bombardeiros. Agraciado com uma DFC e duas DSO, tornou-se um excelente líder de bombardeiros da guerra. Com a criação do Esquadrão Nº 415 – Alouette e de seis outros mais, todos operando aeronaves Wellingtons, a partir do dia 1º de janeiro de 1942, foi então criado o Grupo de Bombardeiros Nº 6, todo ele com esquadrões canadenses, sendo que o Esquadrão Nº 433 foi o 14º e último esquadrão canadense de bombardeiros formados no exterior.

 

Três esquadrões de bombardeiros da RCAF foram deslocados para o Teatro do Mediterrâneo. Em meados de 1943, os Esquadrões Nº 420, 424 e 425, sob o comando do Group Captain Dunlap, que formavam um Grupo totalmente canadense, deslocou-se de Yorkshire para a Tunísia.

 

 

Tripulação canadense de um Halifax

 

Em 1944 todos os esquadrões de bombardeiros canadenses estavam equipados com Lancasters ou com Halifaxes, sendo que o Grupo Nº 6 recebeu um novo esquadrão, o Nº 415, elevando seu total para 14 esquadrões.

 

O Pilot Officer Mynarski recebeu postumamente a Victoria Cross por sua atuação numa missão noturna em 1944. Como metralhador superior de um Lancaster do Esquadrão Nº 419, ele saiu de sua posição para ajudar o metralhador traseiro quando sua aeronave estava em chamas. Incapaz de liberar seu companheiro, e com sua roupa e para-quedas em chamas, ele recusou-se a saltar. Suas queimaduras foram de tal monta, que ele veio a falecer logo após sua aeronave chegar ao solo. O metralhador traseiro sobreviveu ao acidente e relatou o heroísmo de Mynarski.


Durante os seus 28 meses de operação, o Grupo de Bombardeiros Nº 6 voou 271.981 horas em 40.822 missões, lançando 126.122 toneladas de bombas e minas, perdendo 814 tripulantes.

 

Aeronaves dos Esquadrões de Bombardeio

 

Esquadrão

Aeronaves

405

Wellington, Halifax, Lancaster

408

Hampden, Halifax, Lancaster

415

Hampden, Wellington, Albacore, Halifax

419

Wellington, Halifax, Lancaster

420

Hampden, Wellington, Halifax.

424

Wellington, Halifax, Lancaster

425

Wellington, Halifax

426, 427, 428, 429, 431 e 432

Wellington, Halifax, Lancaster

433 e 434

Halifax, Lancaster

1659 Heavy Conversion Unit (HCU)

Halifaxes

1664 HCU

Halifaxes

166 HCU

Halifaxes

 

A Guerra Antisubmarina

 

Sete esquadrões da RCAF serviram no Costal Command na Grã-Bretanha. Os esquadrões Nº 404, 407 e 415 eram equipados com aeronaves terrestres; os Esquadrões Nº 413, 422 e 423 operaram hidroaviões e o Esquadrão Nº 162 operou o anfíbio Canso (Catalina).

 

O Esquadrão Nº 404 passou a maior parte da guerra operando a partir das Ilhas Shetlands, no norte da Escócia, como uma unidade de caça costeira. O Esquadrão Nº 407, foi a unidade do Costal Command mais bem sucedida nos anos de 1941 e 1942, quando então passou a operar exclusivamente em atividades anti-submarinas, tendo afundado pelo menos quatro submarinos alemães. O Esquadrão Nº 415 operou com sucesso como unidade de ataque noturno sobre o Mar do Norte e Canal da Mancha, antes de juntar-se ao Bomber Command em 1944.

Os esquadrões Nº 422 e 423 operaram continuamente como escolta de comboios e na guerra anti-submarina, desde a Islândia até Gibraltar, com seis submarinos afundados. O Esquadrão Nº 162, também afundou seis submarinos durante a Batalha do Atlântico, sendo que cinco em apenas um mês.

Um desses submarinos foi o resultado da ação da tripulação comandada pelo Flight Lieutenant Hornell, que apesar de ter um dos motores e parte da asa de seu Canso em chamas, ele conseguiu lançar cargas de profundidade e afundar o U-boat. A aeronave quase não conseguia mais voar, quando esse motor caiu no mar. Sua única opção foi amerisá-lo e a tripulação de oito homens permaneceu a bordo de um único bote por 21 horas antes de serem salvos. Dois tripulantes faleceram e Hornell teve muito trabalho em manter os demais tripulantes vivos. Completamente exausto e cego, ele morreu logo após ser resgatado. Por sua bravura e devoção ao serviço, Hornell recebeu postumamente a Victoria Cross.

 

O Esquadrão Nº 413, que utilizava o Canso realizou missões sobre o Oceano Índico. Numa de suas primeiras patrulhas, o Squadron Leader Birchall e sua tripulação, localizou uma frota de invasão japonesa, aproximando-se da Ilha de Ceilão. O Canso foi abatido, mas o radio-telegrafista conseguiu enviar uma mensagem, alertando as defesas da ilha. Por essa missão Birchall recebeu a medalha Saviour of Ceylon.

 

O Dia-D

 

No dia 6 de junho de 1944, três grupos de caça canadenses operaram sobre a cabeça de praia na Normandia, quando do desembarque aliado, infligindo pesadas perdas à Luftwaffe, embora esta tenha participado muito pouco das ações. No dia 28 de junho, Spitfires da RCAF derrubaram 26 aeronaves alemães. Quatro dias depois, 20 outras aeronaves alemães foram abatidas e 11 danificadas.

 

No período de 17 a 20 de agosto de 1944, quando atacando veículos alemães entre Falaise e Argentan, os grupos canadenses destruíram ou danificaram méis de 2.600 veículos. A RCAF esteve sempre presente cobrindo a persiguição aos alemães através da França, Bélgica e Holanda, na travessia do Reno e no Noroeste da Alemanha.

 

O Esquadrão Nº 36 (Reconhecimento) realizou missões foto e de reconhecimento tático desde a Normandia até o Elba. Foi a primeira unidade da RCAF a cruzar o Reno, e quando do final da guerra, era a que mais encontrava-se internada na Alemanha.

 

 

Desenho mostrando um P-40 da RCAF abatendo um hidroavão japonês

 

Durante o período de ocupação da Alemanha, a RCAF contribuiu com a Disarmement Wing e com um Fighter Wing (Grupo de Caça) com quatro esquadrões, além de uma unidade de observação, a Air Observation Post Unit.


Homenagens

 

Mais de oito mil homens entre oficiais e subalternos da RCAF foram agraciados com condecorações britânicas e aliadas, incluindo duas Victoria Crosses, mais de 4 mil Distinguished Flying Crosses, 515 Distinguished Flying Medals, 427 Air Force Crosses, e 42 Air Force Medals. Numa Memorial Chamber na House of Parliament existe um Book of Remembrance com o nome de todos os militares, homens e mulheres da Royal Canadian Air Force que deram suas vidas durante a 2ª Guerra Mundial.

Nem todos os canadenses que estavam no exterior voaram em unidades da RCAF. Cerca de 60% estavam designados a unidades da RAF e serviram com honra e distinção. O Flight Officer Beurling, McLeod e McNair receberam condecorações por coragem quando pilotos de caça.

O Comando de Bombardeio teve o Wing Comander Guy Gibson, que liderou o Esqudrão Nº 617 no ataque contra as represas de Mohne e Eder, sendo que 29 de seus 133 tripulantes eram canadenses. No Grupo Nº 8 Pathfinder e em todos os Grupos do Bomber Command, a presença de canadenses era maciça. O Squadron Leader Bazalgette recebeu postumamente a Victoria Cross por seu heróico sacrifício quando voava como Bombardeador Mestre.

 

No Costal Command, o Flight Officer Moore afundou dois U-boats em menos de 20 minutos, na manhã do Dia-D+2. OFlight Officer Gray recebeu postumamente a George Cross por sua galante conduta após um submarino alemão ter abatido sua aeronave.

 

 

As asas de piloto da RCAF