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Recordes Incríveis

 

       Introdução

 

No que se refere ao material humano, em especial aos pilotos, os ases da 1ª Guerra Mundial foram amplamente superados pelos super-homens da 2ª Guerra, em especial pelos pilotos de caça alemães. Se no primeiro conflito mundial se destacou Manfred Von Richthofen, o Barão Vermelho com 80 vitórias aéreas, na última guerra se destacou Erich Hartmann, que obteve 352 vitórias, e em apenas dois anos e meio de combates. Entre outros pilotos famosos por seu número de vitórias, todas elas devidamente registradas e homologadas com fotografias e documentação, figuram os alemães Joachim Muncheber (135) e Helmut Lent (110, das quais 102 em missões noturnas).

 

Manfred Von Richthofen

Erich Hartmann

Helmut Lent

Johnnie E. Jonhson

 

 

A muita distância dos ases alemães, figura o Group Captain da Royal Air Force Johnnie E. Jonhson, que abateu 38 aeronaves alemães.

 

Encerrado o conflito, investigadores militares norte-americanos, utilizando sistemas próprios do FBI se dedicaram à tarefa de examinar os arquivos da Luftwaffe, pois não podiam acreditar nos números divulgados, ou seja, 10 vezes mais do que o resultado dos melhores pilotos americanos (Richard Bong e Thomas McGuire), mas tiveram que se render às evidências encontradas, e mais, que o número real de aeronaves abatidas pelos principais pilotos alemães era superior ao declarado.

 

Richard Bong

Thomas McGuire

 

 

A Luftwaffe, antes de confirmar uma vitória de seus pilotos, exigia as seguintes provas:

- Testemunha de dois outros pilotos declarando ser verdadeiro o triunfo, de haverem presenciado o combate e de terem visto a aeronave inimiga cair em chamas.

- Se encontrar os restos mortais da aeronave inimiga.

- Provas fotográficas obtidas da câmera acoplada às metralhadoras e canhões dos caças.

 

Esse complicado sistema de homologação fazia com que, muitas vitórias, classificadas como prováveis e que eram aceitas pelas demais forças aéreas, fossem rechaçadas pelas autoridades da Luftwaffe.

 

Os ases alemães

 

A maior figura da aviação alemã, pelo menos em termos de resultados numéricos, foi Erich Hartmann, que possuía apenas 20 anos de idade quando, no dia 5 de novembro de 1941, obteve sua primeira vitória aérea. No dia 13 de dezembro de 1943, um ano e meio depois, já alcançava 150 vitórias. No último dia de guerra, 8 de maio de 1945, abateu seu último avião, um caça russo e chegou a sua 352ª vitória. Prisioneiro dos russos, foi condenado a 20 anos de trabalhos forçados na Sibéria, mas a pena foi encerrada em 1955. De forma curiosa, os russos condenaram Hartmann por haver sabotado a indústria soviética, ao destruir 352 aviões.

 

Outro ás alemão foi Heinz Bär, que derrubou 47 aviões russos e 52 aviões ingleses e norte-americanos. O Comandante Theodor Weissenberger, obteve 175 vitórias aéreas, das quais 25 aconteceram em apenas três semanas, logo após o desembarque aliado na Normandia.

 

Heinz Bär

Theodor Weissenberger

 

 

Os avanços técnicos da aviação durante a 2ª Guerra Mundial, que conseguiram fazer com que fossem produzidos caças, que alcançavam a velocidade de mil quilômetros por hora, o desenvolvimento de armamento (metralhadoras, pequenos canhões e no final da guerra, foguetes ar-ar), tornaram essas aeronaves formidáveis máquinas de morte e destruição, fato que explica o elevado número de vitórias aéreas obtidas pelos pilotos, quando comparadas com os melhores ases da 1ª Guerra Mundial.

 

Não obstante, entre todas as forças aéreas que tomaram parte no conflito, se destacou por sua efetividade, a da Alemanha, a famosa Luftwaffe, cuja história dramática descreveremos a seguir.

 

Os 70 mil aviões destruídos

 

As cifras são pavorosas. O número de aviões aliados abatidos pela caça alemã, entre setembro de 1939 e maio de 1945, alcançou a marca dos 70 mil.  Desses, 25 mil eram aeronaves francesas, inglesas e americanas, e 45 mil eram soviéticas. É um número astronomicamente incrível, para não falarmos nas vidas humanas que foram perdidas.

 

Segundo alguns dados da Luftwaffe, 15.400 destas aeronaves, foram derrubadas por apenas 105 pilotos, o que da uma média superior a 100 aeronaves para cada um. Ou seja, foram 105 ases que desequilibraram a balança dos recordes nessa guerra.

 

Por seu turno, as perdas da Luftwaffe foram enormes. Apenas em aeronaves de caça, os alemães perderam cerca de 44 mil. Os demais tipos contribuíram com 11 mil. Outro dado estarrecedor é que apenas 25% dos pilotos, a partir de 1943, puderam sobreviver a mais de quatro missões de combate.

 

O valor individual chegou a casos extremos de suicídio. Ser um excelente piloto, virtuoso ao manche, faz com que você seja capaz de ganhar um campeonato de acrobacia, mas de pouco servirá se tens que enfrentar seis ou oito aviões inimigos, vomitando fogo. Então, a única qualidade que você tinha que possuir era a coragem, uma elevada concepção de honra militar, um espírito de sacrifício, do dever, o amor à pátria etc...

 

Durante a 2ª Guerra Mundial, aconteceram diversos exemplos deste sacrifício: os pilotos japoneses, os célebres kamikazes, lançando-se contra os navios americanos; os filandeses e sua luta contra os russos, dos russos contra os alemães. Eram pilotos que haviam deixado de lado seu sentido de preservação, e isso explica o porque obtiveram entre 50 e 100 vitórias aéreas, cifras essas nunca alcançadas pelos pilotos de outras nacionalidades.

 

Vida e morte da Luftwaffe

 

Nós voamos, e o firmamento é testemunha dos horrores da guerra, da morte,e da destruição que causamos com um simples apertar de um gatilho. Não somos responsáveis pelo que acontece na Terra. Nossa missão é voar e cumprir ordens. Essa são palavras do general alemão Werner Baumbach, um dos principais atores da Luftwaffe, cujas memórias foram utilizadas para reconstruir a história da aviação nazista.

 

Werner Baumbach

 

Ao terminar a 1ª Guerra Mundial, em 1918, o Tratado de Versalles dissolvia a Força Aérea Alemã, deixando-a com apenas 140 aviões e 169 motores unicamente para fins comerciais.

 

Pouco a pouco, e graças a novos tratados internacionais, que acabavam com muitas das proibições impostas à derrotada Alemanha, foi-se consolidando uma indústria aeronáutica civil, e posteriormente, de forma semi-clandestina, uma indústria aeronáutica militar.

 

Em 1935, o Füher Adolf Hitler anunciou publicamente que havia criado a Luftwaffe, na época que nenhum outro país tinha condições de contestar essa corrida armamentista. Os primeiros modelos fabricados pelo governo nazista foram bombardeiros médios com raio de ação de 1.600 km e capacidade de transportar 2.200 lb de bombas. Assim nasceram o Heikel 111, o Dornier 17 e o famoso Junkers 87 conhecido como Stuka. Com essas aeronaves a Luftwaffe adquiriu muita experiência durante sua participação na Guerra Civil Espanhola (1936 a 1939). Descobriram , por exemplo que eram necessárias quatro bombas de 550 libras para destruir objetivos industriais e que bombardeiros de mergulho, picando num ângulo de 20° a 30°, tornavam ineficiente a ação da artilharia anti-aérea inimiga.

 

He 111

 

Do 17

Ju 87

 

 

Com esses modelos de bombardeiros, o Alto Comando alemão pensava em conquistar comodamente os objetivos situados em países vizinhos, inclusive Paris. Entretanto, pouco antes de estourar a guerra, a Luftwaffe recebeu um novo modelo de bombardeio, o Junkers 88, bimotor, capaz de voar a quase 600 km/h, e por isso batizado de “bombardeio maravilha”.

 

Ju 88

 

Ao começar as hostilidades, a Luftwaffe se transformou numa força aérea avassaladora e invencível.

 

Polônia, Dinamarca e Noruega foram invadidas em operações relâmpagos, a Blitzkrieg. A esses países seguiram-se a Holanda, a Bélgica e a França, onde a superioridade da aviação alemã foi evidente. Os bombardeios, caças e transportes alemães formavam um teto protetor sob o qual podiam avançar sem contratempos as divisões blindadas do exército.

 

Entretanto o entusiasmo de Göring, responsável pela Luftwaffe, se retraiu a partir de 19409, logo após a famosa Batalha da Inglaterra, onde os Huricanes e Spitfires britânicos lograram deter, pela primeira vez na guerra, as até então invencíveis águias alemãs.

 

Hurricane

Spitfire

 

No front soviético as vitórias da Luftwaffe foram relativamente fáceis, até que os russos pudessem aperfeiçoar suas aeronaves, contando com a imponderável aliança do fator climático, o General Inverno, que os salvou.

 

Em agosto de 1941, os bombardeiros Heinkel 111 tiveram que ser retirados da frente ocidental, já que sofriam baixas elevadas. A autonomia de vôo dos caças Messerschmitt 109 era muito pequena para que pudessem acompanhar e escoltar os bombardeiros em suas incursões sobre os territórios inimigos.

 

Me 109

 

Quando os Estados Unidos entrou na guerra, e enviou à Europa 700 bombardeiros pesados de longo alcance, as Fortalezas Voadoras B-17 , os Liberators B-24 e caças com capacidade de scolta-los até o coração da Alemanha, a Luftwafe teve que duplicar seus esforços. No início, Göring menosprezou o auxílio americano, afirmando que os americanos podiam produzir Fords e Chevrolets, mas não podiam nunca fabricar bons aviões. A realidida desmentiu esta idéia, e a partir daí, a aeronáutica alemã tentou uma produção frenética, que fosse capaz de fazer frente, a cada vez mais poderosa e numerosa, aviação aliada.

 

B-17

B-24

 

Este esforço, entretanto, foi feito sem controle e planejamento. A Messerschmitt, por exemplo, não só continuou a produzir seus excelentes modelos de combate, como também, tentou produzir bombardeiros, protótipos de reconhecimento e até planadores gigantes. A Junkers, famosa pelos Stukas, decidiu fabricar caças e aeronaves de treinamento, com uma variedade tal de modelos, que ficou confusa.

 

Em setembro de 1944, a produção mensal alemã de aviões, chegou a um máximo de 3.129 unidades, incluindo os primeiros modelos à jato. A Luftwaffe, planejada para ser uma destruidora arma de ataque, começava a fracassar, quando se viu obrigada a defender os céus alemães.

 

Antes do término da guerra, os engenheiros alemães haviam aperfeiçoado o Komet (Me 163) e as bombas voadoras V-1 e V-2, os primeiros mísseis. Mas era muito tarde para equilibrar a balança da guerra, e praticamente não tiveram tempo de demonstrar sua eficiência. Se hpouvessem conseguido antecipar em alguns meses a introdução operacional dessas armas, a Luftwaffe haveria de se ter convertido novamente numa máquina demolidora, mas o destino não quis, decretando a derrota definitiva do colossal império nazista.

 

V-1

V-2

Me 163