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Hans Ulrich Rudel
(1916 - 1982)


 
 

Rudel nasceu em 1916 na Silesia, filho de um pastor presbiteriano. Nunca foi um aluno brilhante no colégio, tendo por isso recebido educação limitada, mas sempre foi um excelente atleta. Entrou para a Luftwaffe em 1936 como cadete, e ao terminar o curso básico de vôo, voluntariou-se para a aviação de bombardeiro em mergulho, mas foi reprovado. Acabou sendo designado para uma unidade de reconhecimento, onde executou missões durante a Campanha da Polônia em Setembro de 1939.

Em Outubro de 1939, foi agraciado com a Cruz de Ferro de 2ª Classe, e mais uma vez tentou ser transferido para uma unidade de Stukas, e dessa vez foi finalmente admitido. Após terminar o curso do avião, foi designado para o Grupo de Treinamento lotado em Stuttgart, onde passou a Campanha da França, sem entrar em combate. Em seguida foi transferido para o 1º Staffel do Stukageschwader 2 (1º Esquadrão do 2º Grupo de Stuka) quando participou da Invasão de Creta, embora também não tivesse participado das ações. Quando dos preparativos para a Operação Barbarosa (Invasão da Rússia), Rudel foi transferido para a Frente Leste, e no dia 23 de Junho de 1941, às 03:00 participou de sua primeira missão de guerra pilotando um Stuka. Naquele dia, ele realizou um total de quatro missões. Um mês depois foi agraciado com a Cruz de ferro de 1ª Classe.
 
 

No dia 23 de setembro, o Grupo de Rudel atacou elementos da marinha soviética no Báltico, próximo a Leningrado, sendo que Rudel afundou o encouraçado Marat, utilizando apenas uma bomba, que atingiu o depósito de munição, explodindo e quebrando o navio ao meio. No dia de natal daquele ano, Rudel realizou sua missão número 500, e no dia 30 de dezembro, foi agaraciado com a Deutsches Kreuz (Cruz Alemã) em Ouro, tendo recebido das mãos do General Freiherr Wolfram von Richthofen (primo do famoso Barão). Em seguida, Rudel foi retirado do front e transferido para Graz, para dar aulas e treinar novos pilotos. Em 15 de janeiro de 1942, foi agraciado com a Cruz de Cavaleiro, e em junho retornou ao fronte, por sua própria vontade. Em setembro de 1942, passou a comandar o 1º Staffel do Stukageschwader 2, que operava na região de Stalingrado. Sua principal missão era destruir tanques soviéticos, e ele logo notou a ineficiência desse tipo de ataque com bombas, tendo então sugerido que os Stukas passassem a ser equipados com canhões anti-tanques.

Em fevereiro de 1943, Rudel voou sua missão mil, e tornou-se um Herói Nacional. Foi então transferido para uma unidade especial, a Panzerjagdkommando Weiss, operando em Briansky e equipada com os novos Ju-87D-3 anti-tanque. Essas aeronaves levavam dois Rheinmetall-37 mm (BK) Flak, montados em casulos especiais sob as asas, conforme sugerido por Rudel. Num espaço de três semanas, Rudel, utilizando esse equipamento, destruiu 70 barcaças de desenbarque soviéticas e em março de 1943, durante uma batalha de tanques em Belgorod, Rudel destruiu o seu primeiro tanque com esse armamento. Posteriormente, mais Ju-87 D-3 foram convertidos em destruidores de tanques, designados Ju-87 G-1 (Panzerknacker -Tank ou Kanonenvogel), chegando ao Fronte Leste em Outubro de 1943.
 
 

Em abril de 1943, Rudel recebeu o Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e também promovido a Capitão. Sua unidade anti-tanque foi então designada a apoiar a 3ª SS Panzer Division - Totenkopf, e no primeiro dia de combate da Operação Citadel, Rudel pessoalmente destruiu 12 tanques soviéticos. Por causa do sucesso da unidade de Rudel, mais esquadrões de Stukas Panzerknacker foram criados. Rudel desenvolveu táticas, e descobriu que o melhor meio de atacar os tanques T-34 russos era pela parte de trás, porque ali estava posicionado o motor e o sistema de resfriamento, fato esse que não permitia a colocação de uma blindagem mais forte, ou pelos lados, atingindo as lagartas, imobilizando-os. Outro fato interessante é que, ao atacacar os tanques por trás, em caso de ser atingido, seu avião já estaria apontado para as linhas amigas.

Em outubro de 1943, Rudel recebeu a Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho e Espadas e em março de 1994, completou sua missão 1.500. Neste mesmo mês, durante uma missão, seus Stukas foram atacados por caças soviéticos Lavochkin La-5, e uma de suas aeronaves foi obrigada a realizar pouso forçado tendo os tripulantes saído intactos. Rudel decide então pousar seu Stuka e resgatar os companheiros, mas a lama impede a decolagem e os quatro alemães são obrigados a retornar às linhas germânicas à pé, perseguidos pelos russos. Ao chegarem ao Rio Dniestr, são obrigados a nadar em águas geladas por mais de 600 metros, e nesta travessia o metralhador traseiro de Rudel morre afogado. Os demais conseguem chegar ao aeródromo em que operavam. Por essa bravura, o já Major Rudel, recebe Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamantes, a mais alta condecoração militar alemã. Em novembro de 1944, Rudel é seriamente ferido na coxa, quando realizava missão próximo a Bucarest (Hungria), mas utilizando uma atadura especial, retorna ao combate dias depois. Em janeiro de 1945, Rudel recebe uma comenda especialmente criada para ele, a Cruz de Cavaleiro de Ouro com Folhas de Carvalho, Espadas e Diamante.  Ele também recebeu condecoração única, para comemorar sua missão 2.000.
 
 

Em fevereiro de 1945, é novamente ferido por fogo anti-aéreo perto de Frankfurt, mas consegue retornar a território amigo, mas teve que ter sua perna anputada. É então levado a um hospital em Berlin, onde passa a utilizar uma prótese. Mesmo assim, retorna ao serviço e nos últimos dias da guerra, o Coronel Rudel comanda a unidade de Stuka mais antiga da Luftwaffe, a Schlachtgeschwader 2 Immelmann, sendo que ele pediu autorização a seus superiores para realizar uma missão suicida com seu esquadrão, autorização essa negada. Ele também voluntariou-se para resgatar Hitler. No dia 8 de maio de 1945, quando da rendição alemã, Rudel estava com sua unidade na Bohemia, e conseguiu contactar as forças americanas, evitando ser capturado pelos russos. Todas as suas aeronaves voaram até o aeródromo de Kitzingen a se entregaram aos americanos. Rudel foi interrogado, inicialmente na Inglaterra e mais tarde na França, quando então foi transferido para um hospital na Bavaria para convalescência. Em 1946 saíu do hospital e começo a trabalhar como empresário de transporte, mas em 1948 foi para a Argentina, onde juntamente com outros ex-pilotos alemães passou a trabalhar na então Companhia Estatal de Aviação.

Rudel e seus companheiros, mesmo estando na Argentina, declaravam sempre que estavam prontos para voltar a luta contra os bolchevistas e condenavam aqueles que tentaram assassinar Hitler. Em 1953, ao retornar á Alemanha, tenta publicar um diário e a se candidatar a cargo político pelo Partido DRP, mas não é eleito, nem seu diário publicado. Apenas anos depois, quando ser Nazista não era mais crime, é que esse diário transforma-se no livro Piloto de Stuka, prefaciado por dois ases aliados - Pierre Clostermann e Douglas Bader
   

Rudel conhecido como a "Águia do Front Leste" afundou 3 navios soviéticos, 70 barcaças de desembarque, destruiu 150 peças de artilharia, 1000 veículos de transporte e 519 tanques. Realizou um total de 2.530 missões de combate (400 das quais em aeronave Fw 190), onde obteve 11 vitórias), número este único entre os pilotos em toda a guerra, e mesmo assim é um piloto muito pouco conhecido. Sua fama era tão grande entre os russos, que Stalin prometeu um prêmio de 100 mil rubros para quem o derrubasse.

Considerando seu total de missões, Rudel voou mais de 600 mil km, utilizou mais de 5 milhões de litros de gasolina, lançou cerca de 1 milhão de kg de bombas, utilizou mais de 1 milhão de projéteis de metralhadoras, 150 mil projéteis de 20 mm e 5 mil projéteis de 37 mmm anti-tanque.
 
 

Foi diversas vezes proibido de voar, tanto pelo Comandante da Luftwaffe Herman Goring, como pelo próprio Hitler, mas sempre continuou suas atividades, fiel a seus comandantes e comandados. Durante os últimos meses da guerra, foi abatido e perdeu uma perna, mas mesmo assim, se recusou a abandonar o vôo, e utilizando uma prótese, voltou à ação.

Durante sua carreira, pilotou principalmente o Ju-87, mas também utilizou o Fw-190. Quando voava o Ju-87, sua especialidade era destruir tanques, em especial os soviéticos. Seu esquadrão de Stukas era equipado com canhão de 37 mm, montado sob as asas, sendo uma arma perfeita para destruir tanques. Sua dedicação e habilidade nesse tipo de missão o fizeram um especialista no assunto.

"Os perdedores são aqueles que abandonam a si mesmo"
Hans-Ulrich Rudel

 
 
 


Um Ju-87 equipado com
canhão de 37 mm