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Saburo Sakai

Saburo Sakai, piloto de caça que serviu no Serviço de Aviação Naval Japonês de 1934 a 1945, foi o maior ás do Teatro do Pacífico na 2ª Guerra Mundial, com um total de 64 aeronaves abatidas em mais de 200 missões de combate. Utilizou durante a guerra o caça A6M2 Zero, com toda certeza o mais ágil entre todos caças da 2ª Guerra Mundial.

Nasceu no dia 26 de agosto de 1916 em Kyushu. Sua carreira como piloto de caça iniciou-se em 1938 na China, pilotando o caça Tipo 96. No dia 8 de dezembro de 1941, algumas horas após o ataque japonês contra Pearl Harbor (por causa do fuso horário), era piloto de um dos 45 Zeros do Esquadrão Tainan que atacou o Aeródromo Clark nas Filipinas. A maioria das aeronaves aliadas do sudeste do Pacífico foi destruída, naquele início de guerra, pelos caças deste esquadrão.

O Tipo 96

O próximo teatro de operações de Sakai foi a região de Rabaul (Papua Nova Guiné), juntamente com outros ases japoneses como Junichi Sasai, Hiroyoshi Nishizawa e Toshio Ohta.

O Esqudrão Tainan, baseado em Rabaul e Lae, atacava constantemente a base aliada de Port Moresby, e eram sempre vitoriosos. No dia 7 de agosto de 1942, o esquadrão recebeu ordens de atacar Guadalcanal, que ficava a 600 milhas de distância de Rabaul, no limite do alcance do Zero.

Neste ataque Sakai abateu dois F4F, e quando retornava encontrou 8 aeronaves americanas, que ele achou que eram Wildcats. Mas estava enganado. Eram SBD Dauntless, que possuíam metralhadoras que atiravam para trás.  Conseguiu abater dois Dauntless, mas foi atingido na cabeça por um projétil, que o cegou de uma vista e paralisou parte de seu corpo. Mesmo assim, conseguiu voar 4 horas e pousar em Rabaul, completamente sem combustível.

O Zero

Foi enviado para o Japão e proibido de voar e colocado numa unidade de treinamento, de modo a transmitir a seus compatriotas a técnica do combate aéreo. Somente em 1944 e que conseguiu retornar ao combate, ao juntar-se ao Esquadrão Aéreo Yokusuka e Iwo Jima. Mas sua visão parcial, quase lhe custa a vida, pois no dia 24 de junho, confundiu 15 caças Hellcats por Zeros. Como era extremamente habilidoso no vôo e os pilotos americanos muito “verdes”, ele conseguiu escapar.

No dia 4 de junho, Sakai recebeu ordens de escoltar 8 Tenzan (torpedeiros), no que seria a primeira missão oficial kamikaze. O grupo foi interceptado por caças Hellcats e a missão fracassou. Sakai e seus dois alas conseguiram retornar a Iwo Jima sem qualquer ajuda de navegação e a noite.

Praticamente nunca mais participou de combates, por causa de sua vista, indo trabalhar no desenvolvimento do caça George. Sua última missão de guerra aconteceu no dia 15 de agosto de 1945, quando foram interceptar bombardeiros B-32.

No sistema militar japonês não existia a vitória individual. Tudo Saburo Sakai.era do coletivo. Não haviam medalhas nem condecorações. Apenas os pilotos mortos em combate eram homenageados postumamente. Os sobreviventes recebiam apenas o agradecimento informal dos chefes e companheiros.

Nunca teve seu caça destruído, nem perdeu um ala. Em seu livro Samurai, escrito juntamente com o escritos americano Martin Caidin, ele descreve a crueldade e a realidade da guerra. Morreu no dia 22 de setembro de 2000, com 84 anos.

Durante a guerra, Sakai participou de um episódio que mostra todo o seu comprometimento com a humanidade, conforme veremos abaixo:

Há alguns anos, uma ex-enfermeira holandesa, com seus quase 80 anos de idade, contactou a Cruz Vermelha Japonesa, na tentativa de encontrar um piloto de caça japonês, que salvou sua vida em algum lugar sobre Java em 1942. De acordo com seu relato, ela estava sendo transportada num C-47 militar que era também ambulância aérea a baixa altura sobre a selva. A bordo estavam soldados feridos e várias crianças, sendo evacuados da zona de combate. De repente, um caça Zero surge ao lado do DC-3. A aeronave estava tão perto que ela podia ver claramente a fisionomia do piloto japonês. Ela e algumas das crianças, vão para a cabine de pilotagem e acenam freneticamente para o piloto, na tentativa de informa-lo que aquele avião, era uma ambulância aérea. O pânico era total, e enquanto pantonimicamente tentavam se comunicar com o piloto, suas vidas dependiam desse entendimento. E eles conseguiram se fazer entender.

Após esses eternos momentos de terror, o Zero finalmente, balançou as asas e foi embora. A cabine do DC-3 ficou repleta de choros e lágrimas de alegria.

Por 50 anos, a enfermeira holandesa quis se encontrar com o piloto japonês que poupou sua vida bem como dos feridos e das crianças naquele dia. Por um toque de sorte, a Cruz Vermelha Japonesa foi capaz de localizar o piloto do Zero, e ele não era nada mais nada menos que Saburo Sakai, que estava realizando uma missão de patrulha naquele dia. Quando perguntado se lembrava daquele incidente, ele disse claramente que sim e que suas ordens eram para derrubar qualquer aeronave aliada, fosse qual fosse. Mas quando ele viu as mãos das crianças e da freira acenando freneticamente, algo dentro dele fez com que ele descumprisse as ordens.

Após a guerra, sofrendo muito por causa da perda de vida de seus colegas e compatriotas, bem como pelas vidas que ceifou, Sakai tornou-se um monge budista. Tentou vários empregos, mas foi sempre rejeitado, apenas por ter participado da guerra. Ele afirma que, desde agosto de 1945, quando saiu pela última vez do cockpit de seu Zero, nunca mais matou um simples mosquito.

 

O sempre sorridente Sakai

 

 

Desenho do caça de Sakai

Sakai e seus companheiros do Esquadrão Tainan

 

Pintura que representa uma das missões de Sakai, quando foi perseguido implacavelmente pelos Hellcats da US Navy

Sua asinatura

 

Sakai antes de falecer