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Já ouvira falar do pioneirismo da aviação tchecoslovaca?

Eu também não.

 

Lendo em uma velha revista certo artigo assinado por Miluse Pesková, imaginei do inusitado de registrar as notícias do pioneirismo da aviação tchecoslovaca. É bem verdade que se em 1918 as partes uniram-se e formaram o estado independente e soberano da Tchecoslováquia, hoje tudo já é diferente surgindo dois estados, a República Tcheca e a Eslováquia.

Parece-nos entretanto, importante é que desde há muito tempo os tchecos deram atenção à aviação como comprova-se no texto que se segue e nos fatos. Com os primeiros ensaios de vôo no mundo, apareceram na Boêmia e na Eslováquia uma série de pioneiros que, com seus êxitos e fracassos assentaram as bases para a posterior evolução da aviação no país.

O primeiro balão, com criaturas vivas a bordo, subiu aos céus, com muita glória, inclusive com a participação do rei Luís XVI, no ano de 1783, em Paris. Nem sequer seis meses haviam transcorridos, quando o cientista e explorador tcheco, Tadeo Haenke, na capital do reino da Boêmia, Praga, realizou um espetáculo análogo. A 18 de março de 1784, foi lançada ali a primeira esfera, com os mesmos tripulantes da nave francesas – uma ovelha, um pato e um galo.

No ano de 1790 subiu a uma altura de 5.800 pés o primeiro aeronauta tcheco, Conde Joachym de Sterenbverg, membro da Sociedade de Ciências Tcheca, em companhia de J.P. Blachard, pioneiro da travessia do estreito da Mancha num balão. O primeiro a realizar, na Boêmia, um vôo independente, foi Josef Vydra, em 1865. Sete anos mais tarde, o Dr. Franstisek Vanek registrou sua aeronave movida à hélice, acionada por motor a benzeno.

Para a evolução posterior da aviação foram da maior importância as experiências com aviões mais pesados que o ar. Há notícias de que, nos anos 1766 a 1768, o carpinteiro Vit Fucík, da Boêmia do Sul, fez algumas tentativas com aparelhos de sua fabricação. Antes ainda, em torno do ano de 1718, fazia experiências com um avião, em território eslocavo, o monge Ciprian. As tentativas com os “pássaros selvagens” foram se tornando mais e mais numerosas em todo o território da Boêmia e Eslováquia. Contribuiu para isso, também, Ludvik Ocenácek, que construiu um motor giratório para aviões (segundo dizem, com uma antecipação de dois anos da construção do famosos motor francês Gnome Rhone).

Ao fim do século XIX, o engenheiro Jan Kaspar, grande desportista, foi tentado pela idéia de conquista das alturas. Primeiro voou em um barco atado a um balão, mais tarde em um avião. Com ajuda de seu primo Eugen Cihák, construiu um aparelho com o qual conseguiu realizar vôos curtos. Em 1911, Kaspar organizou o primeiro dia histórico da aviação tcheca, cuja celebração consistiu num vôo de hora e meia, de Praga a Pardubice (cerca de 120 km de distância). Depois desta façanha, Kaspar realizou ainda inúmeros vôos, muitos dramáticos, após os quais passava longos meses nos hospitais.

A atividade dos primeiros aviadores teve lugar em Praga, onde o serralheiro F. Simunek construía pequenos aparelhos. A aviação na Boêmia e Eslováquia teve momentos gloriosos e tristes, como em todas as expedições do homem aos espaços incógnitos. Mas uma coisa é certa – ao nascer a Tchecoslováquia  independente, no ano de 1918, e ao começar a desenvolver-se simultaneamente a indústria de aviação tchecoslovaca, a mesma pode dar seus primeiros passos em um terreno já suficientemente aplainado pelas experiências e  êxitos de gerações anteriores.

 

 

Aviadores de Pilsen ao lado do avião Libella (1913)