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O Mitsubishi A6M Zero-Sem
 


 

O "Zeke" ou "Zero"



            O Zero era o caça padrão japonês no começo da campanha do Pacífico, sendo relativamente novo (voou pela primeira vez em 1939), mas não tão novo que os Estados Unidos não tivessem conhecimento sobre ele - tinha sido visto em ação na China e em outros lugares, antes que fosse usado contra os americanos. Mesmo assim, as forças armadas americanas menosprezaram os A6M e este engano causou problemas severos problemas - seus principais oponentes no início da guerra, o F4F-Wildcat, o P-40, e o P-39, foram facilmente batidos pelo Zero.

            A grande disparidade no desempenho geral, e em especial na manobrabilidade do Zero, forçou a rápida adoção de novas táticas de combate aéreo pelos pilotos americanos, como por exemplo a famosa "Thatch Weave" (Textura de Sapé), que era muito efetiva, mas requeria uma vantagem de dois contra um e um ala que voasse voar muito próximo ao líder do elemento, realizando uma cobertura defensiva, e mesmo assim eram manobras arriscadas.

            Mas a mais comum tática americana era no início da guerra muito simples, e pode ser comprovada através das bibliografias dos pilotos daquela fase da guerra: só engaje em combate tendo vantagem numérica e de altitude, e em caso de perigo mergulhe imediatamente (uma fraqueza singular do Zero era sua pouca capacidade de ganhar velocidade nos mergulhos, visto que era uma aeronave leve).

            Isto confundia muito os japoneses, que consideravam o combate aéreo quase como um tipo de arte, em que um piloto media sua habilidade contra outro. Essa filosofia refletiu-se no projeto do Zero, e ele era na ocasião, o melhor avião para "dogfight" (combate aéreo puro), exibindo enorme e soberba capacidade de manobra, bom alcance, e excelente potência - ao preço da capacidade de receber danos em combate, baixo armamento ofensivo, e limitada capacidade de "payload" (capacidade de carga). Se os pilotos americanos tivessem tentado combater os japoneses em um confronto franco e tradicional, teriam sido dizimados, tanto pela superioridade de material quanto pelo melhor treinamento que os pilotos japoneses exibiam no início da guerra.

            Infelizmente para os japoneses, as premissas assumidas no projeto do caça Zero, rapidamente tornaram-se ultrapassadas. Tendo demonstrado a validade de suas novas táticas de combate, as forças armadas norte-americanas começaram a fazer aviões para utilizá-las cada vez melhor, além de treinarem extremamente bem seus pilotos em como aplicá-las. Contra um avião muito manobrável, os Estados Unidos respondeu com vários aviões que tiveram características de projeto parecidas: eles eram rápidos, fortemente armados e blindados, e operavam bem à altas altitudes. Contra um bem pilotado P-38, F6F ou F4U, o Zero era completamente batido, mas até que isso fosse muito evidente aos militares japoneses, a guerra já estava perdida, e eles não tiveram tempo de desenvolver um novo caça. Quando perguntado depois da guerra qual avião que ele escolheria para voar em combate, se ele tivesse que optar por um, Sabaro Sakai, um dos principais ases japoneses da 2ª Guerra Mundial, disse que escolheria o P-51 Mustang. Os pilotos do Zero, ao final da guerra, sabiam que necessitavam de um caça mais rápido, mais resistente, visto que o projeto que dera tão bons resultados no início da mesma, já não era capaz de sustentar combate com os novos caças aliados.